A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou este sábado a sua convicção de que os cidadãos europeus poderão viajar já no próximo verão, isto caso o número de infeções pelo novo coronavírus continue a diminuir, tendo justificado a sua convicção com os números de casos em Portugal que continuam a descer. Enquanto a União Europeia está a desenvolver um “passaporte de vacinação” válido nos 27 países-membros, “as férias de verão no exterior deverão ser possíveis novamente, mesmo para pessoas que não foram vacinadas contra o novo coronavírus”, disse.

“Se se olhar para a baixa incidência [de covid-19] que alguns de nossos países parceiros europeus já têm... estou muito esperançosa de que, de um modo geral, também possamos fazer o que foi possível no verão passado”, afirmou a chancelar, sublinhando a descida acentuada de casos em Portugal nos últimos meses, após o período de confinamento geral. Refira-se que o nosso país tinha uma das taxas de infeção mais altas do mundo em janeiro, mas na sexta-feira a média móvel a sete dias de novos casos diários era de 3,3 por 100.000 habitantes, isto é, um quarto da taxa nos Estados Unidos.

“Passo a passo, mas julgo que será possível também na Alemanha, onde a incidência de casos diminuir, e espero que isso ocorra em toda a Europa”, desejou Angela Merkel em diálogo com os jornalistas em Berlim, a partir de onde participou remotamente na cimeira da União Europeia que decorreu no Porto e onde foram discutidas, entre outras questões, o esforço para desenvolver um "certificado verde" que facilitaria as viagens no verão. 

Contudo, mesmo que o número de casos diários continue a diminuir, alguns países provavelmente vão impor restrições, como testes obrigatórios e um período de quarentena, para os viajantes que não provem que foram vacinados ou recuperaram da infeção. Recorde-se que a pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.272.332 mortos no mundo, resultantes de mais de 156,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.