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IMGL6458-copyO Cirque do Soleil deu as boas vindas ao Novo Ano de 2017 com a estreia do espectáculo “Varekay - Lendas da Floresta” no passado dia 05 de Janeiro no Meo Arena, em Lisboa , um espectáculo que o canal de Cultura do portal LusoNotícias teve oportundiade de acompanhar. Côr, ritmo, música, belos cenários e um tão evidente quanto excelente profissionalismo foram as constantes ao longo deste espectáculo que durante duas horas iluminou e aqueceu o espaço do Meo Arena e os milhares de pessoas que o encheram.

“Varekay - Lendas da Floresta” terá certamente superado as expectativas do público ao apresentar-se como um excelente espectáculo dividido em duas partes de côr, música, muito brilho e excelentes profissionais de várias nacionalidades, cerca de vinte e uma, especialistas em diversas modalidades gímnicas. Contorcionistas, malabaristas, ginastas e trapezistas, todos com roupas coloridas e maquilhagens e, claro, apostando em diversas intervenções de humor, conseguiram vários momentos de interacção com o público ao longo do espetáculo. Os aplausos muito frequentes em jeito de agradecimento foram demonstrando o agrado dos espetadores relativamente a um evento que teve o condão de transformar o Meo Arena numa floresta mágica.

Já com casa cheia, a espera pelo inicio da sessão foi acompanhada pela presença de dois artistas que faziam do público o alvo das suas brincadeiras. Por esta altura, o destaque foi para o momento da canção “Ne Me Quitte Pas”, de Jacques Brel, com o cantor a tentar acompanhar o foco de luz que parecia fugir sempre, permitindo que um momento aparentemente banal comece desde logo por se revelar uma primeira experiência única.

O Cirque du Soleil, justificando plenamente a tradução “Circo do Sol” pela grandeza que este nome implica, é uma companhia circense com base na cidade de Montreal, no Canadá. Fundada em Baie-Saint-Paul em 1984 pelos artistas de rua Guy Laliberté e Daniel Gauthier, aquando da comemoração do 450º aniversário da descoberta do Canadá, sendo actualmente dirigida por Guy Laliberté que contou com a ajuda de Guy Caron, do National Circus School, para recriar a arte circense de modo muito peculiar.

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Em cada espetáculo do Cirque du Soleil está patente a síntese da inovação do circo sendo o enredo, o cenário e o vestuário sempre próprios e sempre muito colorido, havendo ainda lugar à música ao vivo durante as apresentações. A banda tocou em perfeita sintonia (e sincronia) com a performance dos artistas, que foram oferecendo ao público acrobacias a uma mão incríveis, num espectáculo em que o design dos fatos e os aparecimentos e desaparecimentos pelo chão e topo do palco mantiveram o público sempre muito interessado e curioso em querer saber como tudo aquilo era possível.

De 1990 a 2000, o Cirque du Soleil ganhou vários prémios — Bambi, Rose D`Or, Gemini e um Emmy —, sendo considerado pela Interbrand o 22º nome de maior impacto global. Assim se justifica as emoções e agrado dos espetadores.

Sobre espectáculo em particular, Verakai, significa "seja onde for" e retrata a lenda da mitologia grega que conta "A Tragédia de Icaro". Querendo fugir do minotauro, Dédalo, pai de Icaro, deu-lhe umas asas de penas e cera. Antes de levantar voo, foi-lhe recomendado que mantivesse uma altitude média, nem muito alto perto do Sol, pois derreteria a cera, nem muito baixo porque a humidade do mar tornaria as asas muito pesadas. Mas, no seu entusiasmo de poder voar, Icaro elevou-se tanto que aconteceu o mal para que fora avisado: a cera derreteu e perdeu a capacidade de usar as asas. O jovem caiu dos céus e apaixona-se por uma princesa que é raptada. Mais tarde, a princesa emerge de um casulo terminando a história com um exuberante casamento com o jovem.

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De uma forma figurada, fica claro que todo o desejo de subir muito alto se vê depois vitima da sua ambição, uma lição apreendida pelo público que deu sempre conta de um enorme entusiamo demonstrado nos aplausos que aumentaram sempre que foram ouvidas algumas falas em português.

O espetáculo terminou em grande com a atuação da equipa russa e os seus enormes "baloiços". O palco encheu-se com toda a equipa que tornou possível a realização do espetáculo para receberem do público uma merecida ovação de pé, certamente com o público a manter o desejo de um próximo regresso, porventura com mais um tema e muitas mais magias. Afinal, a magia fará sempre parte da Vida.

Restará referir que as actuações do Cirque du Soleil no Meo Arena, iniciadas na última quinta-feira, 5 de Janeiro, irão prosseguir no mesmo palco até ao próximo dia 15.

texto: Glória Resende
fotos: Tito de Sousa

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