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Mensagem

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“O que importa é que estamos todos juntos e todos bem”. Foi esta a mensagem que – o grande em tamanho e enorme em talento – Joaquim Monchique nos deixou no final da peça “Mais respeito que sou tua mãe”, em cena no Teatro Villaret, até Agosto.

Sob a pele de Esmeralda Bartolomeu, uma mulher humilde, de bairro, sem estudos e com pouco dinheiro, Joaquim Monchique mostrou-nos que ser mãe, dona de casa e o pilar de uma família – três filhos, o marido e o sogro – nem sempre é fácil.

Durante duas horas de humor e muitas gargalhadas, foi-nos contada a história de uma peculiar família da Baixa da Banheira, em que a personagem de Joaquim Monchique luta pela sobrevivência, educação e bem-estar dos seus, tendo de lidar com um marido desempregado e fanático por futebol, um sogro bastante idoso e  viciado em marijuana, tanto quanto o seu filho mais novo. Uma filha adolescente, também ela problemática e muito sabida para a idade e o filho mais velho, o bem comportado, que frequentou a faculdade, mas que, entretanto, se assume como gay. Mais tarde deixa de o ser e constitui família.

Várias vezes durante a peça, entre cenas, Esmeralda Bartolomeu surge na escuridão de uma sala, sob um forte foco de luz, aproxima-se o mais possível do público, confidencializando os sentimentos, medos e dúvidas de uma mulher, mãe, sogra… Foi sobretudo nestes momentos, mas durante as duas horas de muito humor, que mais uma vez voltei a ver a grandiosidade deste ator e o respeito que merece por todo o talento que tem.

No meio de todos estes problemas e da já referida mensagem final que nos deixou  – “O que importa é que estamos todos juntos e todos bem” -, ficou bem patente que com o seu esforço, carinho e amor maior de Mãe, Esmeralda Bartolomeu é fator de união desta desestruturada em muito divertida família portuguesa.

Uma peça de morrer a rir a não perder!

texto: Sílvia Malheiro
in “Histórias de encantar… ou não

Monchique Respect 003

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