A Área Metropolitana de Lisboa concentra “dois terços do problema” do país referente à situação pandémica, motivo que levou o primeiro-ministro António Costa e o seu Governo a decretarem a proibição de circulação de e para aquela zona territorial ao longo do fim-se-demana e já a partir das 15h00 desta sexta-feira.

Depois de vários dias em que foram registado mais de 1000 casos de novas infecções por Covid-19, e com a zona da AML a concetrarem sete e oito centenas de casos, o Governo determinou que esta zona não acompanha o resto do país no que ao desconfinamen to diz respeito e decretou mesmo um recuo nas medidas que entretanto já eram vividas.

Sem querer assumir um recuo generalizado, António Costa afirmou aos jornalistas que acompanharam a Sessão de Encerramento do Ano Académico do Colégio da Europa, em Bruges, Bélgica, que “dois terços do problema estão concentrados na Área Metropolitana de Lisboa (AML) e o resto do país está essencialmente tranquilo”. Face a esta realidade, António Costa resolveu então tomar medidas no sentido de — disse —, “evitar a expansão para o resto do país."

Simultaneamente, foi decidido aumentar os números de postos de vacinação na região de Lisboa, bem como o horário, e há enfermeiros que estavam "nas funções de registo e têm maior experiência que estão a ser transferidos para a vacinação de forma a acelerar o processo."

Em jeito de conclusão, o Primeiro-Ministro reforçou a importância da consciência coletiva para controlar a pandemia. "Se as pessoas não têm consciência daquilo que têm de fazer, é impossível". Ainda segundo António Costa, a gestão da pandemia deve ser feita pelo "princípio do bom-senso", de acordo com o qual se deve "fazer o que é necessário e nada mais do que é necessário."

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