pe.candidatos1A Europa como alguns iluminados a querem construir, federal e sem países, não existe e é rejeitada. Estão a dar cabo dum projecto europeu que nos trouxe a paz e a prosperidade , para tentarem reconstruir sonhos imperiais.E a nós, agredidos com palavras como inevitável, dizem-nos que não há alternativa. A França, o Reino Unido ou a Grécia, entre outros, estão a gritar que há.

Breves notas sobre os resultados das europeias:

1. Toda aquela "tachice" que diz sempre ámen ao chefe porque há rebuçados, vai começar a perceber que a confeitaria pode mudar de dono, mesmo quando o chefe da OPV é um qualquer Sr. António, nem formoso nem seguro;

2. O CDS percebe que não tem caminho autónomo, que o Bloco Central, em que quando muito será um adorno, agiganta-se no horizonte. E saltar fora não parece opção, mas Portas é inventivo. A seguir irrevogavelmente.

3. Os gaiatos incompetentes levam os dois partidos da maioria a uma derrota histórica;

4. Que não se diga que a direita foi derrotada, o que não é verdade: nem estes miúdos têm ideologia - apenas interesses, nem a direita está nestes partidos há já algum tempo;

5. O PS, a outra face da jota, conseguiu a quadratura do círculo: uma enorme derrota sendo o partido mais votado. Mesmo com um aparelho a torcer-se todo, a tapar os olhos quando fizer a cruzinha, já percebeu que não é Seguro este António, tem que dar à Costa com outro.

6. Uma abstenção monstruosa, o que pode significar uma de duas coisas: a descrença das pessoas da existência de solução dentro deste sistema, o que todos sabemos onde leva, ou um primeiro passo dos eleitores dos dois partidos do governo para votarem noutro nas próximas;

7. Os resultados de Marinho Pinto, vaidoso, arrogante e populista mal preparado, com um partido de aluguer, é sinal de perigo a apitar por tudo quanto é sítio. Um proto-Berlusconi sem tipas, sem piada. E estou convencido vai ser um fenómeno passageiro, não tem densidade para durar muito. Mas este tipo de voto de protesto provavelmente continuará a crescer, desestruturado até encontrar uma organização que será com certeza perigosa.

8. Representando a abstenção mais os brancos e nulos cerca de três quartos dos eleitores inscritos, mesmo descontando a abstenção técnica e por maior que esta seja, é um sinal iniludível de que o sistema corre para o esgotamento. Se o que se segue continuará a responder pelo nome de democracia é muito duvidoso.

9. Por mais que fuja com o rabo à seringa, Cavaco é um dos pais de tudo isto;

Não nos esqueçamos da quase festa quase unânime em torno do Tratado de Lisboa, do porreiro pá. Foi por aí este caminho. A Europa como alguns iluminados a querem construir, federal e sem países, não existe e é rejeitada. Estão a dar cabo dum projecto europeu que nos trouxe a paz e a prosperidade, para tentarem reconstruir sonhos imperiais.

E a nós, agredidos com palavras como inevitável, dizem-nos que não há alternativa. A França, o Reino Unido ou a Grécia, entre outros, estão a gritar que há.

Duvido muito que alguém com responsabilidades ouça.

E fico preocupado.

DiogoACorreia

Diogo A. Correia

Pin It