rosa.ps2António José Seguro depois de desafiado por António Costa respondeu com primárias para escolha do candidato socialista a primeiro-ministro. O ainda líder do PS reclama que se trata de algo de novo na política portuguesa com a democracia a alargar horizontes e abrir-se ao cidadão.

E, provavelmente, voltou, na tarde de domingo, em Reguengos de Monsaraz, a incluir a abertura ao cidadão na intervenção que dirigiu aos militantes. Escrevo provavelmente por uma simples razão: depois de meia hora sentado na sala, aguardando a chegada do líder e candidato às primárias, fiquei a saber que a imprensa não estava prevista, ou, melhor, e lendo nas entrelinhas, nem sequer seria grata a presença de quem não tinha sido “convidado”, especialmente jornalistas.

António José Seguro, que vinha de uma entrevista numa rádio local, tinha à sua espera, na sala da Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz, talvez meia centena de socialistas, uma boa parte deles de outros concelhos. Marcaram presença, entre outros, José Calixto (autarca de Reguengos de Monsaraz e apoiante de António Costa), Carlos Zorrinho (eurodeputado, militante em Montemor-o-Novo) e José Alberto Fateixa (ex-deputado, Estremoz).

Desconheço, naturalmente, o que versou a narrativa do líder do PS e se depois da sua intervenção se realizou (ou não) algum debate.

Deste estranho episódio numa sessão supostamente pública e anunciada nas redes sociais (Seguro 2015) registo apenas para memória futura que neste PS o termo “sessão pública” também significa “sem presença de OCS” e que a expressão “contamos consigo” tem mais força quando se acrescenta “excepto jornalistas”.

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Bem pode Seguro falar de novidade na política que o vício de condicionar a convite a presença de jornalistas é velho.

Quanto a levar a democracia a alargar horizontes e a abrir-se ao cidadão, ficámos a saber que este é um caminho a percorrer por via demasiado estreita.

CarlosTrigo

Carlos Trigo

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