Com o país mergulhado em seca extrema, sendo que algumas regiões estão mesmo em seca severa, os sinais de alerta relativamente às consequências das alterações climáticas continuam a acumular-se aos olhos de todos. Se dúvidas existissem quando a isso, a Lisboa e-Nova, Agência de Energia e Ambiente de Lisboa criada com a finalidade promover o desenvolver de forma sustentável a cidade de Lisboa e respetiva área metropolitana, acaba de divulgar um relatório segundo o qual o mês de maio em Portugal continental foi classificado como extremamente quente e muito seco, tendo sido o maio mais quente dos últimos 92 anos, com um valor médio da temperatura média, 19,19ºC, muito superior ao valor normal no período 1971-2000 (+3,47ºC).

Em relação à média da temperatura máxima, a anomalia atingiu +4,91ºC. Em relação à precipitação, o valor médio da quantidade de precipitação em maio ficou próximo dos 9 mm, muito inferior ao valor normal 1971-2000, correspondendo a apenas 13% de ano médio. Em termos da quantidade de precipitação acumulada no ano hidrológico (de 1 de outubro 2021 a 31 de maio de 2022) o valor de 394 mm corresponde a 50 % do valor normal. De acordo com o índice PDSI, no final do maio, agravou-se a situação de seca meteorológica, estando agora praticamente todo o território (97%) na classe de seca severa.

Relativamente às reservas de água em bacias hidrográficas, mantêm-se inferiores às médias de armazenamento de maio (1990/91 a 2020/21), exceto na bacia do Mondego. As situações críticas mantêm-se nas bacias do Lima, com armazenamento de 17% (face à média de 77%), e Barlavento, com armazenamento de 15% (face à média de 76%).

barragem vazia 01

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