A TAP reduziu de 2000 para 206 o número de trabalhadores que deverão sair da companhia, após a entrada em vigor dos acordos de emergência e a adesão a medidas voluntárias por parte dos trabalhadores, isto de acordo com uma mensagem interna assinada pelos dois presidentes. Na comunicação, a transportadora refere que a “implementação dos acordos de emergência e a adesão a medidas voluntárias permitiram reduzir o número inicial de redimensionamento, inscrito no Plano de Reestruturação em aprovação na Comissão Europeia, de cerca de 2.000 para 206 trabalhadores, à data de hoje, excluindo casos pontuais cujos processos estão em curso”.

Assim, as 206 dispensas de trabalhadores “representam uma redução de cerca de 90% face ao número inicial”, lê-se na mensagem, assinada pelos presidentes do Conselho de Administração, Miguel Frasquilho e da Comissão Executiva, Ramiro Sequeira. Estarão em causa 51 pilotos, face ao número inicial de 458, ainda 47 tripulantes de cabina face ao número inicial de 747, também 71 trabalhadores da área de manutenção e engenharia face ao número inicial de 450 e, por fim, 37 trabalhadores da sede, face ao número inicial de 300.

A administração da TAP recordou que “a empresa está a viver um período difícil e de enorme preocupação, contudo é absolutamente crítico e necessário concluir o redimensionamento da estrutura de pessoal da TAP, inscrito no plano de reestruturação e recuperação em apreciação na Comissão Europeia”. Na mensagem, os dois presidentes indicam ainda que “na perspetiva de eventuais medidas unilaterais, o próximo passo será a retirada do procedimento de ‘lay-off’, a partir de 1 de junho, dos trabalhadores que estavam em regime de suspensão da prestação de trabalho”.

De acordo com a TAP, “estes trabalhadores ainda poderão recorrer a rescisões por mútuo acordo em condições similares às que foram oferecidas nas fases de medidas voluntárias (findas em 31 de Maio), com compensações majoradas e superiores às legais”. Além disso, será “dada a oportunidade de algumas categorias profissionais poderem também candidatar-se às vagas remanescentes na Portugália (postos de trabalho que não foram ocupadas na última fase voluntária), sendo que, em algumas funções, existem vagas em número superior ao número de trabalhadores a retirar de ‘lay-off’”, diz a transportadora, garantindo que “com esse esforço ainda será possível obviar à necessidade de medidas unilaterais”.

“Este processo é absolutamente essencial para assegurar um futuro viável e sustentável para a TAP, garantindo, de acordo com o plano de reestruturação entregue na DGComp e as previsões à data de hoje conhecidas, um número estimado de cerca de 8.100 postos de trabalho no Grupo TAP, 6.600 dos quais na TAP S.A.”, garantem os gestores.

Pin It