Depois do juíz Neto Moura ter manifestado publicamente, através do seu advogado, a intenção de processar aqueles que o criticaram pelos seus acordãos relativos aos casos de violência doméstica que teve que julgar, é agora o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, que vem a público deixar em aberto a hipótese delevar à barra dos tribunais aqueles que o criticaram no processo da alegada fraude na distribuição dos donativos junto da população daquele município no distrito de Leiria, um processo que não passou da fase de inquérito que o Ministério Público resolveu arquivar, devido à inexistência de uma lista dos donativos.

Considerando-se vítima de uma cabala e perseguição política, na sequência do incêndio de 2017 no concelho, Valdemar Alves, em conferência de Imprensa, admitiu processar judicialmente os detratores, afirmando-se satisfeito com a decisão do Ministério Público, justificando ele próprio todo este caso “por motivações políticas”. "Isto é a prova de que se trata de uma cabala e de uma perseguição pessoal e política, pelo que estou tranquilo em todas as frentes. Cá estamos para ir esclarecendo as autoridades judiciais caso a caso", salientou.

Valdemar Alves, autarca de Pedrógão Grande reeleito pelo PS em Outubro de 2017, após ter cumprido um primeiro mandato pelo PSD, confirmou que o processo foi arquivado por inexistência de indícios de crime. Agora, o autarca admite processar judicialmente os detratores que, através da comunicação social, o tenham difamado a si ou à sua família: "Vou analisar as imagens de declarações proferidas e se ofenderam os meus familiares e amigos é claro que vou processar os difamadores."

O autarca adiantou aos jornalistas que os eletrodomésticos à guarda do município para apetrechamento das casas reconstruídas ao abrigo do programa Revita, e que foram alvo de reportagem televisiva, vão ser instalados em locais da responsabilidade das respetivas instituições.

Referindo que apenas o município de Pedrógão Grande tem estado sob escrutínio, Valdemar Alves questionou por que razão outras instituições, como misericórdias, bombeiros e instituições particulares de solidariedade social, que “receberam dinheiro e bens", não são também investigadas. "Houve entidades que receberam donativos em dinheiro dos Estados Unidos, Canadá, França e Alemanha e eu também gostaria de ver isso averiguado, mas só a Câmara de Pedrógão Grande está a pagar as favas porque me candidatei por outro partido", frisou.

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