Alphaville000Falar de música para muito dos pais de família contemporâneos é recordar os anos 80, quando os pais de hoje eram os adolescentes de então, com bandas como os Alphaville a fazerem carreira . Pois foi mesmo essa banda alemã que no passado dia 16 de Novembro proporcionou em Lisboa, no palco do Campo Pequeno, um espectáculo de grande qualidade.

É quase impossível recordar a música do final de século XX sem nos determos a ouvir um daqueles clássicos pop dos anos 80 permitidos pelos alemães Alphaville, eles que contribuíram para perpetuar o legado musical de uma época. Conscientes da importância desta banda, Os Senhores do Ar, com o certificado de qualidade da rádio M80, ofereceram ao público lisboeta um grandioso concerto que o canal de Cultura do portal LusoNotícias acompanhou. Depois de terem explodido em popularidade nos anos 80 enchendo pistas de dança com música e luz em temas como "Big in Japan", Forever Young" ou "Sounds like a Melody".

Ao longo de 30 anos, os Alphaville mergulharam na música electrónica e nos sintetizadores produzindo trabalhos cada vez mais ambiciosos que recordaram agora, muitos deles, nesta noite de grande espectáculo no Campo Pequeno. Ali, com casa quase cheia, ouviu-se, cantou-se e dançou-se ao ritmo da inconfundível voz de Marian Gold. Naturalmente diferente, porque os anos passam por todos, permanece a voz e a excelente performance de um vocalista cujas primeiras palavras foram de boas vindas e agradecimento ao público português. Seguiram-se os temas "I Die For You Today", " Gravitation Breakdown", "Heartbreak City" e "Rendezvoyeur".

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O público foi ao rubro com os 'hits' dos Alphaville e dançou com entusiasmo, de algum modo “ajudados” pelo brilhante jogos de luzes e cenários, com um fundo negro e em constante mudança a ilustrar cada música permitindo um espectáculo deslumbrante.

"Nevermore" foi um tema ouvido com emoção, permitindo a presença em palco do bem e do mal, uma dualidade de valores sempre presente no tempo. Depois, após ter cantado "A Victory Of Love", Marion presenteou os fãs com "Sounds Like a Melody" e “Forever Young". E porque a vontade de ser sempre novo está na garra e na força interior de cada um de nós, Marian e a sua banda regressaram ao palco, sempre "in a good mood", prosseguindo a sua actuação com "The Jet Set”.

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O público insistia por esta altura em não se sentar, preferindo dançar e cantar, acompanhando os temas com aplausos a compasso ao ritmo de "Song For No One But Myself" e "Monkey In The Moon".

O espectáculo aproximava-se do final mas houve ainda tempo para que Marian avançasse para "Beyond The Laughing Sky" em tom mais sério mas não menos empolgante. O espectáculo chegava ao final e a prestação dos Alphaville ficava para a memória daqueles que os viram de novo, misturando por algumas horas as memórias do passado com o reencontro permitido por esta noite de grande espectáculo.

Para quem os viu, fica a certeza de termos nos Alphaville uma banda de sempre... e para sempre!

texto: Glória Resende
fotos: Tito de Sousa

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