Uma questão prévia: será o Salão Preto e Prata do Casino Estoril o espaço mais indicado para um espectáculo de duas horas de bom Jazz? Na verdade, talvez não o seja, apesar daquele palco estar vocacionado para todos os bons espectáculos e este foi sem dúvida bom. Contudo, no final da noite da passada segunda-feira, Kyle Eastwood, permitiu ao público que de uma bem preenchida plateia daquela sala duas horas de jazz de nível superior servido com descontração e recebido com agrado por muitos que nunca deram tanto do seu tempo a este estilo musical e que saíram dali satisfeitos.

Filho de Clint Eastwood, nome por demais cohecido do cinema de Hollywood, Kyle Eastwood desde muito jovem que apostou numa carreira musical em redor do jazz, aliada afinal e como seria de esperar ao cinema já que tem participado em muitas das bandas sonoras das grandes obras da sétima arte. Foi com essas mesmas obras que conseguiu desta feita cativar o público do Casino Estoril, mesmo que tenhamos escutado comentários no final de algumas pessoas que confessavam que nunca tinham assistido a um espectáculo de Jazz.

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A aposta de Kyle Eastwood foi levar ao Salão Preto e Prata o seu disco “Cinematic”,  obra que mistura afinal as duas paixões do filho de Clint Eastwood, nomeadamente a música e, naturalmente, o cinema. Neste trabalho encontramos versões jazz de bandas sonoras de filmes como “Bullitt” (música original de Lalo Schifrin), “Taxi Driver” (Bernard Herrmann), “007: Skyfall” (Adele). ou “A Pantera Cor-de-Rosa” (Henry Mancini), tema que o músico usou para fechar com chave de ouro um espectáculo de algum modo mais intimista que, ainda assim, resultou de forma positiva no palco principal do Casino Estoril, numa noite sem dúvida agradável e de música de qualidade inegável que permitiu o agrado a todos os que acopanharam a prestação do jovem Eastwood filho.

Afinal, se muitos se deslocaram até ao Casin Estoril perante a curiosidade de ali conhecerem o filho da estrela de cinema Clint Eastwood, a música deste terá permitido que uma parte daquele público passe a ouvir alguns trechos de jazz com outra atenção e agrado. Se tal acontecer (e estamos certos que assim será), Kyle terá conquistado mais alguns fãs para si... e para o jazz!

reportagem: Jorge Reis

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