Primeiro em Lisboa, no passado dia 15, na Aula Magna, em Lisboa, e no dia seguinte na cidade do Porto, na Casa da Música, os Orchestral Manoeuvres In The Dark (OMD) celebraram neste regresso a Portugal algo porventura mais importante, o quadragésimo aniversário da banda. Afinal, falar em quarenta anos dá que pensar, até porque conto com a idade de 51 já feitos, permitindo-me por isso refletir e lembrar-me que aos 11 anos eu já ouvia OMD! Assustador? Sim, um pouco!

Mas falar de OMD na Aula Magna remete para um exercício em que a emoção não se consegue enquadrar nem tão pouco transmitir na escrita. Sobre a noite do concerto na Aula Magna, a banda agradeceu por inúmeras vezes ao público que encheu a icónica sala, permitindo que “obrigado” e “olá” acabassem por ser palavras recorrentes durante a noite. Logo depois vieram os desafios, para nos levantarmos, dançarmos, pularmos...

Entre o público, e em termos genéricos, não havia muitos jovens, mas antes pessoas “mais crescidas” que, à semelhança da banda, mostraram-se crescidos mas enérgicos, sem arredarem pé, e tão pouco sem se esquivarem a dançar e pular naquela que foi uma noite muito nostálgica, com uma banda que ainda nos surpreende e nos faz “arrepiar”. A noite, aliás, terminou com a cereja no topo do bolo, exatamente com “Electricity”, o primeiro êxito dos OMD... e foi tão bom!

O início da banda OMD remonta a 1979 quando a banda inglesa lançava exactamente "Electricity", um dos grandes êxitos intemporais desta banda que permitiu que a Aula Magna ficasse lotada no passado dia 15 de Outubro, com o público a querer ouvir uma banda mítica que marcou várias gerações, algo que se repetiu a 16 de Outubro na Casa da Música, no Porto, nesta celebração dos 40 anos de carreira dos OMD.

Com mais de uma dezena de álbuns editados, os Orchestral Manoeuvres In The Dark foram assim recebidos com imenso carinho em Lisboa, eles que são possuidores de um reconhecimento mundial. Tal como os pioneiros da electrónica, os OMD foram já citados como fonte de inspiração a bandas como os The XX, também os The Killers ou ainda James Murphy, dos LCD Soundsystem.

Refira-se que estes espectáculos em Lisboa e no Porto permitem o início de uma digressão europeia que assinala os 40 anos de edições discográficas da banda, digressão que seguirá, de acordo com a sua agenda, com passagens por Espanha, Reino Unido, Alemanha, França e Dinamarca.

Esta digressão tem o nome de “Souvenir Tour”, recordando assim um dos temas mais conhecidos dos OMD, mas a verdade é que a digressão assinala os 40 anos da emblemática edição de “Electricity”, o primeiro ‘single’, lançado em 1979 pela Factory Records. Refira-se que da formação original mantêm-se na banda Andy McCluskey e Paul Humphreys, eles que permitiram na noite de Lisboa um alinhamento de que constaram os temas “Electricity”, “Enola Gay”, “Souvenir” e “Red Frame/Ehite Light”, entre outros.

Refira-se em jeito de nota de rodapá, sobre os Orchestral Manoeuvres In The Dark, que o grupo foi formado em 1978 por Andy McCluskey e Paul Humphreys, dois músicos que integraram o núcleo da banda até 1989, quando se separaram. McCluskey ficou com o nome da banda e continuou a gravar com novos músicos. Em Dezembro de 2005 o site oficial do grupo anunciou que no verão de 2006 seriam retomadas apresentações ao vivo.

texto: Ana Cristina Augusto
foto: reprodução ©Twitter

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