O Rock in Rio Lisboa celebra 15 anos e oferece concertos à capital lusa, surgindo o presente de aniversário deste festival para os fãs, no formato de três concertos no presente final de semana, não no Parque da Belavista que normalmente recebe aquele festival a cada dois anos, mas desta feita junto à Torre de Belém, onde haverá ainda lugar a espetáculos de vídeo maping, e o fecho de cada uma das três noites com fogo de artificio em espectáculos com entrada livre. O palco, montado com o formato da guitarra eléctrica que tem vindo a servir de imagem do Rock In Rio Lisboa, na área frontal à Torre de Belém, é desde logo um sinal do cuidado colocado na organização deste evento e o primeiro dia deixou desde logo clara a qualidade do mesmo.

Assim, no dia 6 de Setembro, a abertura dos festejos dos 15 anos do Rock in Rio Lisboa foi feita pela Symphonic_15, com um concerto interpretado por uma orquestra sinfónica comandada pelo conhecido maestro português Rui Massena. Com o som de uma orquestra, normalmente associada a sonoridades mais eruditas, aqui utilizada para interpretar os grandes temas que ficaram na história do Rock in Rio Lisboa nos últimos 15 anos, a prestação desta Symphonic_15 dirigida por Rui Massena foi simplesmente sublime e merecedora dos maiores aplausos que o público permitiu na primeira noite deste evento.

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Já este sábado, 7 de Setembro, foi dia para a subida ao palco dos britânicos James, banda que conta com quase 40 anos de carreira marcada por inúmeros êxitos. Numa fantástica noite de Verão os James animaram a zona da Torre de Belém prolongando assim um Verão que demorou a chegar mas que parece agora estar para ficar. O único senão da noite resultou do facto do palco se encontrar muito longe da multidão, levando o vocalista, Tim Booth, a repetir várias vezes durante o espectáculo “Vocês estão tão longe!"

O palco, que na noite anterior funcionara em pleno com a orquestra dirigida por Rui Massena, acabou assim por se revelar pouco próprio para os James, habituados a ter o público bem na sua frente para uma interacção mais imediata e eficaz. Apesar disso, esta noite de sábado revelou-se mais uma noite feliz na companhia dos James que já se consideram amigos de Portugal, eles que levam já mais de 30 concertos protagonizados em terras lusas.

Do alinhamento não faltaram os temas “Sit Down”, “She's a Star”,  "Living in Extraordinary Times", “Girl at the End of the World", “Sometimes” entre outros e ”Many Faces” uma carta de amor a Donald Trump, nas palavras de Tim Booth, na sequência das declarações do presidente norte-americano sobre os imigrantes mexicanos, bem como 'Heads', uma canção sobre a desigualdade no acesso à riqueza.

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Com empenho, Tim Booth, à semelhança de outras ocasiões, não se conteve em “tocar” o público deixando-se cair sem medos durante uma noite sem dúvida bonita, com um cenário espectacular. E porque a música foi claramente um presente, quase que deu para esquecer os 45 minutos a pé para chegar e igual tempo para sair do bonito espaço adjacente à icónica Torre de Belém tão brilhantemente “decorada” com as projecções de vídeo maping, primeiro, e com o fogo de artifício que deixou ainda em maior destaque o perfil deste monumento ímpar que faz a ligação de Lisboa ao Tejo, mas também da história de Portugal ao Mundo.

O final deste mini festival proposto para o assinalar dos 15 anos do Rock in Rio em Lisboa celebra-se este domingo, dia 8 de Setembro, com a brasileira furacão Ivete Sangalo que promete “levantar poeira”!

reportagem: Ana Cristina Augusto

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