O Salão Preto e Prata do Casino Estoril, que já nos habituou desde há muito a grandes espectáculos, provou mais uma vez que consegue surpreender os seus fãs, desta vez com a actuação dos Abba Gold, sem dúvida uma das melhores bandas de tributo aos suecos Abba. Repetindo um evento que esgotou em Março deste ano, e quando é já do conhecimento público que regressará a Portugal bem perto do final de 2019, os Abba Gold esgotaram de novo aquela sala do Casino Estoril nos passados dias 22 e 23 de Novembro para um espectáculo ainda assim ímpar pela qualidade que voltaram a provar ser renovada a cada actuação.

Antes mesmo do arranque do espectáculo, várias figuras conhecidas do grande público passaram pela passadeira vermelha de acesso ao Salão Preto e Prata, ávidos de um bom espectáculo com ritmos de ontem que afinal continuam a ser ritmos de hoje e prometem ser ritmos de sempre. A noite era de nostalgia e recordação, mas também de celebração da alegria que atravessou gerações e que continua a merecer aplausos de tantos.

Sobre os Abba Gold, esta banda britânica é uma das melhores a reconstruir todo o imaginário que envolvia os tão conhecidos, famosos e saudosos Abba. Das roupas ao enquadramento em placo, das vozes às coreografias, colocaram ao rubro a plateia repleta de entusiastas, a princípio tímidos, mas que se renderam completamente até ao fim do espetáculo. E desengane-se quem considerou que este público se confinou apenas à faixa etária dos nascidos nos anos 50 e 60, pois no espaço do Salão Preto e Prata foi possível observar alguns jovens, mas também muitos fãs a aparentar estarem entre os 30 e os 40 anos. Afinal, tendo tido o seu auge de carreira nos anos 80, os Abba contagiaram miúdos e graúdos que dificilmente esquecem os êxitos da banda sueca.

Os Abba Gold fazem questão de actuar com música e voz ao vivo e contam com mais de 20 anos de carreira, e cerca de 3500 espectáculos para mais de 2,5 milhões de pessoas em mais de 40 países. Com base neste histórico, o concerto durou desta vez cerca de duas horas, com o início a ser marcado pela entrada em palco dos quatro membros principais, nomeadamente Karen Graham (Agnetha), Emma Jones (Frida), Mark Stratton (Bjorn) e Wojtek Godzisz (Benny), acompanhados de um baixista e um baterista, todos a serem brindados com um aplauso forte ainda que inicialmente tímido por parte da audiência.

Sem demoras ouve-se Waterloo, seguido de Super Trouper, Angel Eyes, Ring Ring e Hasta Mañana. Neste solo, protagonizado por “Frida”, “Agnetha” troca de roupa e no solo seguinte, com S.O.S., é a vez de “Frida” trocar de roupa. Dos 25 êxitos que apresentaram, uns conhecidos por todos e outros apenas dos verdadeiramente fãs, confirmou-se afinal o que era esperado: envolvência, empatia, nostalgia e muito entusiasmo.

De uma extrema simpatia em palco, foi ponto de honra dos Abba Gold enquadrar cada uma das músicas tocadas com uma piada relativa aos membros da banda, mas também ao público ou até mesmo ao filme “Mamma Mia”. Deste modo, por várias vezes a banda desafiou a plateia a levantar-se e a dançar, bem como a acompanhar as atuações com palmas e até mesmo a cantar, algo que mereceu sempre resposta positiva por parte do público.

Sem pausas, sabendo introduzir os solos das cantoras para as trocas de roupa e descanso da voz, e apostando sempre no melhor alinhamento das músicas, para que não houvesse momentos mortos nem grandes variações nos ritmos, a plateia rendeu-se a partir do meio do concerto, passando a permanecer maioritariamente em pé, a dançar, bater palmas e a aproveitar o espírito e o ritmo desta banda de tributo mas também da magia dos Abba.

Nesta euforia, Chiquitita veio trazer uma pausa ao público, que aproveitou para dançar este magnífico slow concluído com um forte aplauso. As “ladies in the house” foram então brindadas com a dedicatória da música Gimme, Gimme, Gimme e o pedido para dançarem ao som da “disco music”, um pedido que mereceu das “ladies” uma resposta positiva e entusiasta. Os temas seguintes Take a Chance, Hole in Your Soul e Voulez Vous foram escutados por uma plateia já em pé, acabando por ser neste misto de glamour, encanto, nostalgia e entusiasmo que a banda tocou Thank You for the Music, permitindo com isso encerrar o concerto. A plateia não se poupou aos aplausos de pé, fazendo a banda regressar para os dois últimos temas: Mamma Mia e Dancing Queen.

Estava assim consumado o regresso ao passado, com vozes plenas de fidelidade aos originais, capazes de colocar plateias inteiras, de miúdos e graúdos, completamente ao rubro. Da parte de quem acompanhou o espectáculo, fica sem dúvida o agradecimento pela música e por toda a alegria que ela nos traz, mas também pelas memórias de outros tempos que acabam por ser completamente intemporais.

Chegava assim ao final mais uma noite certamente inesquecível para quem a viveu no Salão Preto e Prata em que a musica, a dança e toda a alegria dos Abba foram rainhas!

reportagem: Glória Resende e Eduarda de Sousa
fotos: ©Casino Estoril

 

InstagramLN Botao

Pin It