Salvatore Adamo cantou e encantou o público do Coliseu de Lisboa com um espectáculo inesquecível no passado dia 25 de Outubro, permitido naquela icónica sala por este cantor belga nascido em Itália, Adamo, conhecido também por "terno jardineiro" das canções românticas.

De regresso a Portugal para mais um concerto inesquecível no Coliseu, Adamo permitiu assim um evento de enorme qualidade acompanhado pelo canal de Cultura do portal LusoNoticias, um espectáculo destinado a um público maioritariamente “maduro” que praticamente encheu a sala. Ali, Adamou mostrou o seu profissionalismo, mas também o charme e o encanto que mantém em palco ao cantar durante mais de duas horas.

Com uma voz invejável, única e muito própria, Salvatore Adamo continua a encantar os corações dos seus fãs, ele que não foi futebolista nem aviador como um dia sonhou, mas fez parte de uma legião de honra de nomes ímpares da música que, adoptada pela França, surgiu composta por intérpretes como os italianos Yves Montand e Serge Reggiani e o belga Jacques Brel.

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Apesar de ter nascido em Cosimo, na Sicilia a 1 de Novembro de 1943, Adamo manteve a dupla nacionalidade, afirmando-se ainda hoje italiano por "fidelidade  familiar" mas belga por todos os outros motivos. Agora, com os seus 75 anos plenos de charme, continua a conquistar o público, e essencialmente o público feminino, com interpretações  merecedoras de enormes aplausos como "Cést ma vie", "Comme toujours", "Ma tête", "Une Mèche"...

O Coliseu aplaudiu todos esses temas, mas também o tema com o qual Adamo resolveu premiar o público ali presente, "Mi gran noche", que motivou mesmo da parte do público o avanço inicialmente tímido para um pé de dança. Quem esteve no Coliseu acabou assim por dançar, cantar e acompanhar Adamo com palmas.

No final, e em jeito de balanço, Salvatore Adamo interpretou vinte e oito canções, sendo que de todas foi obviamente "Tombe la Neige" a mais deliciosamente ouvida e cantada por todos. Esta canção, lançada por Adamo em 1964, deu o mote perfeito para a sua carreira até aos nossos dias.

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Romantismo, palavras cuidadas, nostalgia acompanhada de um ritmo perfeito, foram uma vez mais, como sempre na carreira de Salvatore Adamo, os ingredientes necessários ao sucesso confirmado no Coliseu que aplaudiu, cantou, suspirou e dançou, perante um espetáculo de excelência, de memórias, de empatia, com algumas palavras em português para fãs incondicionais que presentearam o artista com flores. 

Luzes, músicas, temas e cantor perfeitos para os que se deleitam com a nostalgia das recordações e o encanto do romantismo... Merci et à bientôt  Adamo! 

texto: Glória Resende
fotos: Tito de Sousa

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