É já amanhã, quinta-feira, que Aurea será a protagonista de mais uma etapa do ciclo de “Grandes Concertos do Casino Estoril”, pelas 23 horas, altura em que Aurea deverá subir ao palco do Lounge D para interpretar os principais êxitos do álbum “Restart”, não esquecendo outros clássicos incontornáveis da sua carreira num espectáculo com entrada livre.

Com uma voz inconfundível, poderosa e cativante, Aurea tem somado sucessos na sua carreira, recomeçando desta vez o seu percurso musical com um novo disco de 12 composições originais. Com os sucessos obtidos com os álbuns “Aurea”, em 2010, “Aurea ao Vivo no Coliseu dos Recreios”, em 2011, e “Soul Notes”, em 2012, a mediática intérprete parou para reflectir e lançou “Restart”.

Mas o que leva uma artista com uma carreira consolidada a começar de novo? Porque na verdade é de começar de novo que falamos, quando abordamos a realidade de “Restart”. Para trás ficou a segurança de uma fórmula que lhe valeu várias Platinas, nomeadamente a Soul inspirada nos clássicos anos 60, nos heróis Otis Redding, Aretha Franklin ou Al Green.

A procura de um lugar só seu falou mais alto, em busca de um lugar sem tempo, sem género vincado, sem nunca se desviar das origens que a inspiram, sejam Soul ou Jazz, sejam Pop ou Rock, seja o seu mais fiel reflexo. Encontramos assim em “Restart” o reflexo de uma artista madura que, ao mesmo tempo que domina a sua linguagem, sabe que a sua arte é alimentada pelo inconformismo.

Deixou o conforto da sua banda para trás e voou para os Estados Unidos, para trabalhar com a lendária baterista Cindy Blackman Santana e com o extraordinário baixista Jack Daley – a dupla que assegura a produção de “Restart” e que já foi a secção rítmica de gente como Lenny Kravitz ou Joss Stone – em busca desse lugar que a define. Ou melhor, a distingue.

Aurea 001

Rodeada de músicos de peso, daqueles que têm as fundações da música moderna no seu ADN, Aurea começou de novo. Reformulou a sua linguagem soltando-se das amarras que lhe haviam garantido o sucesso e conseguiu. Encontrou esse lugar que é só seu.

Nas 12 canções que compõem “Restart”, há ainda muita Soul, como há Jazz, Rock e uma apurada sensibilidade Pop. Há passado e presente porque há, acima de tudo, intemporalidade. Há exigência, cuidado com o pormenor, perfeccionismo. Há Aurea, ela que se mostra conscinete de que nenhum artista consegue sustentar uma carreira marcante, sem assumir riscos, sem se reinventar e sem procurar, constantemente, vincar a sua personalidade.

Começar de novo faz parte do caminho a que apenas estão destinados os eleitos e Aurea é um deles, ela que prossegue deste modo o programa do ciclo de “Grandes Concertos do Casino Estoril” que deverá prosseguir mais tarde com The Black Mamba a 2 de Agosto e, uma semana depois, no dia 9, o grande espectáculo de Rui Veloso.

Com múltiplos polos de interesse, este ciclo de concertos promete agitar as noites de Verão no Lounge D, reforçando a qualidade da oferta cultural e de entretenimento do Casino Estoril.

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