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A cidade de Lisboa e em concreto o Altice Arena permitiram na passada quinta-feira o arranque da nova digressão europeia dos britânicos Queen, agora acompanhados de Adam Lambert para a voz da banda, num concerto concedido numa noite chuvosa em que o público português mostrou que continua a idolatrar a mítica banda outrora e sempre de Freddie Mercury. Perante um Altice Arena cheio com várias gerações preparadas para aguardar os sons que todos mantemos em memórias, Lambert foi a voz em palco, ao mesmo tempo que Mercury continuou a ser a voz na memória dos fãs.

Adam Lambert continua a viver o sonho de cantar com os Queen desde 2012, mas o artista demonstra toda a sua humildade perante o pesado fardo histórico musical que aceitou e se lhe impõe, como vocalista da banda Queen. Ciente do seu papel e do seu lugar, não retira o protagonismo dos seus companheiros de palco, permitindo ao público, ao longo das duas horas do concerto, a ideia de estar em conjunto a celebrar um legado. Adam Lambert reforça que não é Freddie Mercury e convida todo o público a celebrar em conjunto com ele e os Queen este legado que Mercury deixou e que se pretende vivo e devidamente homenageado.

'Entertainer' por natureza, Adam Lambert move-se em palco como uma “diva”, mudando o figurino das roupas várias vezes durante a noite. Ao mesmo tempo, Roger Taylor continua a tocar bateria com mestria, acompanhado por Brian May que, aos 70 anos, guitarrista e astrofísico, continua a emocionar o público com a sua simpatia, simplicidade e e qualidade ímpar na forma como nos permite a sua música. Sozinho com uma guitarra acústica, May foi responsável pelos “arrepios” que causou a cantar 'Love of My Life', com o público embevecido a acompanhá-lo num enorme coro.

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"Are you ready?", pergunta-nos Brian… e eis que, de repente, surge Freddie Mercury no ecrã gigante, numa espécie de dueto virtual com o seu velho amigo. Estávamos assim perante um dos momentos altos da noite, algo que foi permitido também quando Brian May usou um selfie stick para se fotografar, sempre sorridente, perante um Altice Arena a abarrotar repleto de fãs satisfeitos.

Sob feixes de luzes coloridas, 'Who Wants To Live Forever' também arrebatou o público, sendo que até ao final deste reencontro com o público português houve ainda tempo para 'The Show Must Go On', 'Under Pressure', 'Radio Gaga' ou o incontornável clássico 'Bohemian Rhapsody'.

Uma vez mais, Freddie Mercury “ressustica” no encore, na sua jaqueta amarela a convidar os fãs a cantar com ele, antes da despedida com os pesos pesados 'We Will Rock You' e 'We Are the Champions', sempre sob uma chuva de confetis.

O design e produção do espetáculo estiveram a cargo de Ric Lipson, da Entertainment Architects Stufish Productions, empresa que já trabalhou com artistas como Pink Floyd, U2 ou Rolling Stones, e que se encarregou das cerimónias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. De igual modo, também Rob Sinclair, designer de luzes que transporta no seu currículo espetáculos de destaque como os de Adele, Peter Gabriel ou Kylie Minogue, e a ER Productions, que trabalhou nos Jogos Olímpicos de Londres (2012), puderam acompanhar os Queen nesta sua nova digressão.

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O Altice Arena permitiu assim o regresso dos Queen e de Adam Lambert a Portugal dois anos após um concerto no festival Rock In Rio-Lisboa. Sobre os Queen, aliás, nunca será demais recordar que se trata de uma das mais populares bandas rock do Reino Unido, tendo surgido em 1970 com Freddie Mercury (voz), Brian May (guitarra), John Deacon (baixo) e Roger Taylor (bateria). Com a morte de Freddy Mercury em 1991 e com a saída de John Deacon em 1997, o grupo foi-se mantendo com concertos ocasionais, com Brian May e Roger Taylor.

Só mais recentemente é que o grupo voltou à estrada com novos vocalistas - primeiro com Paul Rodgers, com quem estiveram em 2005 em Portugal, e depois com Adam Lambert, que se deu a conhecer em 2009 num concurso televisivo de talentos e que, desde então, acompanhou já os Queen em quatro digressões e mais de uma centena de concertos.

É caso para afirmar sem margem de erro... Os Queen estão vivos e recomendam-se!

Ana Cristina Augusto

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