Se há equipa que só pronunciar o seu nome é sinónimo de Liga dos Campeões essa equipa é, sem qualquer dúvida, o Real Madrid, formação que jogou esta terça-feira no terreno do Sporting de Braga, num duelo desigual em que o conjunto espanhol era desde logo claramente favorito à vitória final neste jogo da terceira ronda da fase de grupos da competição milionária da UEFA. Só que se o Real Madrid estava à espera de ter pela frente um adversário “fofinho” e sem ambição, enganou-se redondamente, tendo antes encontrado um conjunto bracarense que deu luta até ao fim, marcou o golo que colocou o resultado em 1-2 e reabriu a partida, e até ao final nunca atirou a toalha ao chão, mesmo frente ao colosso europeu que leva já 14 títulos na milionária Liga dos Campeões.

Artur Jorge, o técnico do Sporting de Braga, escalou um onze com as suas melhores pedras, com Matheus na baliza, uma linha defensiva formada por Joe Mendes, Serdar, Niakaté e Borja, três médios que têm vindo a assinar excelentes exibições no campeonato nacional — Al Musrati, Zalazar e Vítor Carvalho —, e ainda três homens na frente com provas dadas, nomeadamente Álvaro Djaló, Ricardo Horta e Banza.

Do outro lado, um técnico que dispensa apresentações no futebol mundial, Carlo Ancelotti, fez alinhar na “pedreira”, em Braga, uma equipa de estrelas, formada por Kepa; Carvajal, Rudiger, Nacho e Fran García, como médios Camavinga, Valverde e Modric, e lá na frente Bellingham o “menino bonito” do futebol mundial, acompanhado por Rodrygo e Vinícius Júnior.

Com estas pedras no tabuleiro do Estádio Municipal de Braga, as probabilidades de um xeque-mate sempre estiveram muito mais do lado do Real Madrid, e os golos de Rodrygo ao minuto 16', e de Bellingham ao minuto 60', permitiram a Ancelotti declarar um xeque-mate que afinal não o foi por essa altura, isto porque Álvaro Djaló, porventura o jogador em melhor momento entre o plantel bracarense, assinou o golo do Sporting de Braga ao minuto 64', na resposta a uma assistência de Banza a permitir a festa entre os adeptos nas bancadas do recinto arsenalista.

Por instantes ainda se acreditou que o Sporting de Braga poderia evitar o “xeque-mate” do poderoso Real Madrid, até porque ao minuto 70 Ricardo Horta esteve à beira de marcar o golo do empate e tudo esteve em aberto. O Real Madrid, naturalmente, não facilitou nem deu o jogo como vencido, e também criou oportunidades para dilatar a vantagem, tendo mesmo marcado um golo ao minuto 82' por Vinicius Júnior que acabou anulado pelo árbitro com a ajuda do VAR.

Até ao final, num jogo que terminou num clima de alguma tensão, venceu a equipa de quem se esperava que vencesse, o Real Madrid, mas coube ao Sporting de Braga sair de cabeça erguida pela forma como se bateu perante tão poderoso adversário. Afinal, se é verdade que as vitórias morais pouco importam na conquista de títulos, ajudam pelo menos a formar grupos de trabalho coesos e resilientes, algo que o Sporting de Braga tem vindo a aprimorar. Os resultados, esses, virão certamente por arrasto!

Jorge Reis
Pedro Reis (fotos)
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