GuilhermedOliveiraMartins-BrunoVieiraAmaral-MarioAssisFerreira-01Em cerimónia solene na Galeria de Arte do Casino Estoril, o escritor Bruno Vieira do Amaral recebeu o Prémio Literário Fernando Namora, referente a 2013, pelo seu romance “As Primeiras Coisas” . O presidente do Júri, Guilherme d’Oliveira Martins, entregou o galardão ao vencedor, presidindo ao evento, que contou com a presença de Margarida Namora, filha de Fernando Namora. Compareceram, ainda, numerosas personalidades ligadas à Cultura e ao meio editorial, bem como os membros do Júri que atribuiu o Prémio, instituído pela Estoril Sol, no valor de 15 mil euros.

No enquadramento da obra vencedora, Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Júri, referiu que “Bruno Vieira do Amaral revela uma grande segurança narrativa e um excelente domínio da língua portuguesa, escolhendo uma personagem colectiva, o Bairro Amélia, de onde sai Bruno Eugénio. O Bairro fica na margem Sul do Tejo. Um território delimitado, construído à imagem dos bairros populares que, no início e em meados dos anos setenta, foram nascendo mais ou menos clandestinamente à sombra de aglomerados industriais”.

“O Júri reconheceu - sublinhou - que a encruzilhada de singularidades permite compreender que o Bairro Amélia representa a sociedade humana na sua diversidade e na sua complexidade, sendo um espaço de liberdade e de reconhecimento”.

Após a entrega do Prémio por Guilherme d’Oliveira Martins, foi Bruno Vieira do Amaral quem usou da palavra: “Quero agradecer à Estoril Sol, ao seu Presidente, e aos membros do Júri por terem considerado este romance digno do Prémio Fernando Namora, um nome fundamental da literatura portuguesa”.

Na abertura da cerimónia, o presidente da Estoril Sol, Mário Assis Ferreira, saudara já o vencedor pela sua originalidade criativa: “Eis um escritor que é, simultaneamente, uma revelação e um consagrado, logo com o primeiro título que publica”.

“Embora recém-chegado à escrita ficcional – disse Mário Assis Ferreira -, tem desenvolvido uma intensa actividade polivalente, quer como crítico literário e tradutor, quer ainda como editor da revista LER, aplicando nessa diversidade profissional muitos dos saberes obtidos na sua formação académica, em História Moderna e Contemporânea. Recebê-lo hoje – celebrando um romance que já mereceu outras distinções depois do Prémio Fernando Namora -, só pode trazer-nos motivos de justo apreço pela obra começada de um escritor, que tem o futuro na mão, bem como pelo acerto do Júri que o distinguiu”.

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Mário Assis Ferreira revelou, ainda, que a Estoril Sol irá anunciar, no dia 3 de Janeiro de 2016, o primeiro vencedor do Prémio Vasco Graça Moura. “A promoção da Cultura é um desígnio que nos acompanha desde há muito nesta Casa e ao qual nos iremos manter fieis. Exactamente por isso decidimos instituir um novo Prémio em homenagem à memória de Vasco Graça Moura, que acompanhou os trabalhos do Júri até ao limite das suas forças, enquanto presidente. Será um Prémio com o seu nome, consagrado à Cidadania Cultural, com periodicidade anual, no valor de 40 mil euros, inaugurando, também, uma nova parceria com a editora Babel”.

“A aposta na Cultura, na Arte e no Espectáculo continua a ser um objectivo estruturante da Estoril Sol, um conceito original de cujo pioneirismo nos orgulhamos e que marcou a nossa diferença, comparativamente com a prática de outros Casinos nacionais”, concluiu.

O Júri da 17ª edição do Prémio Literário Fernando Namora, integrou, além de Guilherme D`Oliveira Martins, que presidiu em representação do Centro Nacional de Cultura, integrou José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Maria Alzira Seixo, Liberto Cruz e João Lobo Antunes, convidados a título individual e, ainda, Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril Sol.

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