Lançada em plena época natalícia, nos últimos dias do passado mês de Dezembro, ainda está a tempo de tomar contacto com a última edição da revista “Egoísta”, publicação do Grupo Estoril Sol com capa daquele mês dedicada ao universo dos contos infantis. “Era uma vez”... eis o mote que serviu de inspiração a autores como Mário Cláudio ou Lídia Jorge, Afonso Reis Cabral e Inês Pedrosa, Eduardo Pitta e Matilde Campilho, entre outros.

“Com suporte substancial de ilustrações — Rodrigo Prazeres Saias ilustra diversas reinterpretações dos contos clássicos — esta edição faz-nos querer ser piratas ou capuchinhos, sereias ou príncipes. A capa é, mais uma vez, o resultado de design inovador, desta feita assinado pela directora de arte Joana Miguéis”, revela a editora Patricia Reis.

Escreve Mário Assis Ferreira, Director da “Egoísta”, no introito a esta nova edição: “Era uma vez… Assim começam todas as estórias da nossa infância, qual prólogo de um aguardado happy end. Recordo-as em anseio de alma: nelas revivo a voz da minha Mãe, o táctil apelo do seu regaço, o desvelo de inimitáveis gestos de aconchego… No seu embalo, fui herói e vilão, enfrentei a malícia do lobo mau, fui cúmplice nas mentiras do Pinóquio, fui crente – e interesseiro – na prodigalidade de um Pai Natal, sempre zeloso no cumprir das prendas que lhe havia encomendado. São memórias que perduram, flashesque iluminam ao longo de uma vida.”

E prossegue... “Raro sortilégio esse, o da fantasia: sempre permanece jovem, pois jamais envelhece o que nunca aconteceu. (…) Só que a fantasia também pode ser o sonho, baptizado de desígnio, convolado em aspiração. E eis, então, que não basta o sonho, mas a encarnação no sonhar. Como se o mundo não fora o que existe, mas o que pode acontecer. Como se o happy endingde uma estória fosse a arte de saber quando se fecha o livro e se aprende a inventar o seu desfecho. Como se o Natal, na transcendência do seu significado, não fosse, apenas, a suspensão, por um dia, da vivência num mundo agreste, em agónica convulsão. Pois o Natal, tão profundo na sua essência, tão exaltante no Amor ao próximo, parece, afinal, tão precário no exemplo de humanismo que ao mundo devia inspirar…”

“Porém, nada é permanente, salvo a mudança. E, como disse John F. Kennedy, “a mudança é a lei da vida. Aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão, com certeza, perder o futuro.” Um futuro imperdível para esse sonho-desígnio dos que sonham acordados. Sempre despertos, sem jamais fechar os olhos ao futuro da Humanidade. Pois eles sabem que as pálpebras são a cortina do esquecimento!”, sublinha Mário Assis Ferreira.

Em mais uma edição de colecionador, facto que justifica esta chamada de atenção nos últimos dias em que a “Egoísta - Era Uma Vez…” se encontra disponível, é uma vez mais, tal como tem acontecido com as restantes edições, sem dúvida é para guardar, podendo os leitores da revista “Egoísta” encontrá-la à venda no Clube IN do Casino Estoril e do Casino Lisboa. A “Egoísta” tem, ainda, uma campanha de assinaturas encontrando-se disponível em www.egoista.pt

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RevistaEgoista Dez18 02

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