A Selecção AA de Portugal garantiu este sábado um empate (0-0) frente à sua congénere de Itália, no estádio Giuseppe Meazza, em Milão, assegurando com este resultado a qualificação para a fase final da Liga das Nações, uma final disputada a quatro que irá realizar-se em jogos a disputar no Porto e em Guimarães. Num jogo em que bastava a Portugal o empate, a Turma das Quinas fez isso mesmo, concluiu o jogo frente ao conjunto italiano com um empate sem golos, e segue assim para a fase final desta nova competição de Selecções.

Depois de uma primeira parte em que a Itália esteve melhor no jogo, Portugal conseguiu equilibrar os acontecimentos no segundo tempo e poderia mesmo ter marcado, acabando ainda assim o jogo com um empate que espelha bem o que se passou dentro das quatro linhas. Em partida bem disputada, Portugal conseguiu os seus objectivos que passavam por garantir o resultado mínimo que era o empate, num jogo em que a vitória até teve condições de cair para ambos os lados mas em que o conjunto luso acabou por conseguir o apuramento com mérito.

Notas positivas para as exibições na Turma das Quinas de Rui Patrício, que no primeiro tempo manteve a sua baliza inviolada com duas defesas de enorme qualidade, mas também o lateral Mário Rui, com noventa minutos de inegável valor, a dupla de centrais formada por Ruben Dias e José Fonte, e ainda João Cancelo do outro lado da defesa. Rúben Neves esteve igualmente bem no jogo ao lado de William Carvalho que apenas baixou de produção nos últimos 15 minutos quando a condição física já não era a melhor, e ainda Bruma, este com uma exibição de esforço já que teve que provocar algumas explosões no ataque luso sem deixar de ajudar na defesa do meio-campo.

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Menos bem estiveram Pizzi e Bernardo Silva, num jogo em que, diga-se em abono da verdade, não correu de feição para as características destes jogadores que raramente tiveram a bola à sua mercê. Para que se tenha uma noção mais aproximada do que aconteceu, bastará recordar que Portugal terminou o primeiro tempo com a Itália a ter uma posse de bola superior a 60 por cento. João Mário entrou no segundo tempo para uma das melhores exibições em campo, enquanto que, no sentido inverso, Raphael Guerreiro, que também entrou durante a etapa complementar, nunca conseguiu aparecer com eficácia no jogo. À beira do final, Portugal fechou ainda mais o ferrolho, retirando André Silva e Bruma, os homens mais adiantados, fazendo entrar o já referido João Mário mas também Danilo, aparecendo Portugal a jogar “à italiana” frente à turma transalpina.

Em termos globais, sem construir grandes oportunidade ofensivas, Portugal acabou ainda assim por arrancar uma boa exibição colectiva, justificando a qualificação para a “Final Four” desta nova Liga das Nações, principalmente pelo que conseguiu depois do intervalo, perante as correcções que o seleccionador Fernando Santos impões no jogo, levando a que Portugal alterasse o 4x3x3 com que tentou jogar até ao intervalo para um 4x4x2 bem mais eficaz na etapa complementar.

Em termos de curiosidade, refira-se que a selecção de Itália manteve o registo relativamente ao recinto em que decorreu a partida, onde nunca perdeu, do mesmo modo que também Portugal manteve o seu registo já que também nunca a Turma das Quinas ganhou em Itália.

texto: Jorge Reis

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