Com falhas defensivas e três golos sofridos, dois deles na resposta a pontapés de canto, o Benfica não conseguiu melhor do que um empate (3-3) na recepção aos ucranianos do Shakhtar Donetsk, no jogo da segunda mão dos dezasseis avos de final da Liga Europa, saindo a turma da Luz eliminada desta competição da UEFA depois de, no primeiro jogo disputado na Ucrânia, ter sido derrotada por 2-1, somando assim um resultado negativo de 4-5 no conjunto das duas mãos.

Esta quinta-feira o Benfica era obrigado a ganhar o jogo no minimo por 1-0, e por duas vezes teve o jogo na mão, primeiro na sequência do 1-0, apontado por Pizzi ao minuto 9', e depois ao minuto 47', quando Rafa fez o 3-1, já depois de Rúben Dias ter apontado o 2-1 aos 36 minutos. Só que o Shakhtar, orientado pelo português Luís Castro, foi sempre rápido a responder aos golos do Benfica anulando consecutivamente a vantagem dos homens às ordens de Bruno Lage. No final, a turma ucraniana garantiu o apuramento, fazendo-o afinal de forma justa e merecida pelo melhor e mais prático futebol conseguido no conjunto dos dois jogos.

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Em termos comparativos com o que apresentara na primeira mão, Bruno Lage mexeu no onze inicial, com Dyego Sousa a titular no lugar de Haris Seferovic, tendo Florentino Luis e Franco Cervi dados os seus lugares na equipa titular, respectivamente, ao alemão contratado no mercado de inverno, Julian Weigl, e a Rafa Silva. Com este esquema, o Benfica até entrou melhor no jogo, be mais forte do que a turma de Luís Castro, cuja equipa não conseguiu ter bola nos primeiros minutos. Ao invés, o Benfica conseguia criar perigo e fazer circular a bola no ultimo terço do terreno do adversário, criando mesmo uma oportunidade de golo por Taarabt aos cinco minutos, a que o brasileiro Dodô se opôs colocando-se à frente da bola no remate do internacional marroquino.

Acabaria no entanto por ser Pizzi quem, aos nove minutos, viria a colocar o Benfica na frente da eliminatória, na sequência de um passe de Alex Grimaldo a partir da ala esquerda. O capitão do Benfica progrediu alguns metros e, sobre a linha da grande-área, com um remate em jeito, colocou a bola junto ao segundo poste, fazendo-a bater na malha lateral da baliza adversária para o primeiro golo do jogo. O Benfica passava assim para a frente da eliminatória em função do golo que marcara na primeira mão, mas a vantagem seria de curta duração já que o Shakhtar soube dar a devida resposta ao golo fazendo-o quase de imediato. Ao minuto 12, um lance confuso permitiu a Júnior Moraes aparecer em frente a Vlachodimos, acabando por ser Rúben Dias a introduzir a bola na própria baliza num lance confuso que permitiu o empate 1-1 que voltava a colocar o conjunto ucraniano em vantagem na eliminatória.

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Com as duas equipas empatadas, o jogo passou a ser marcado pelo equilíbrio, com a turma ucraniana a ter mesmo oportunidades para marcar, como aconteceu aos 20 minutos quando Ismally esgteve à beira de fazer o segundo golo para o Shakhtar. Já do lado do Benfica, e ao contrário dos ucranianos que conseguiram dar uma boa resposta ao golo sofrido, o conjunto encarnado estagnou e perdeu alguma da criatividade e o domínio que evidenciou nos minutos iniciais. Ainda assim, conseguiu a turma de Bruno Lage chegar ao golo ao minuto 36, por Rúben Dias, na resposta a um pontapé de canto apontado por Pizzi, saltando o defesa central ao segundo andar para bater de cabeça de cima para baixo, levando a bola até ao fundo da malha de Pyatov, assinando assim o 2-1 com que se atingiu o intervalo.

Com a eliminatória empatada, o Benfica precisava de marcar novo golo para virar o resultado a seu favor uma vez mais e a verdade é que o conjunto às ordens de Bruno Lage entrou melhor no jogo no segundo tempo, mesmo perante uma equipa ucraniana que já provara ter capacidade de resposta face às tácticas dos “encarnados”. No Benfica destacava-se por esta altura o corredor esquerdo, com Rafa Silva e Grimaldo a assinarem o arranque da grande maioria dos lances de perigo construídos pelos benfiquistas. Sem alterações nos “onzes” iniciais, o Benfica entrou no jogo com nova oportunidade de golo, com a bola a terminar nas mão de Pyatov. Não foi à primeira mas foi à segunda, isto porque Rafa Silva, ao minuto 47', depois de uma assistência de Dyego Sousa, rematou colocado para o poste mais distante deixando Pyatov colado ao relvado a olhar a trajectória da bola para o 3-1. Rafa Silva colocava assim o Benfica uma vez mais na frente da eliminatória, num lance em que o Shakhtar pagou o erro de Matviyenko que entregou a bola a Dyego Sousa antes deste a endossar para Rafa.

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O problema para o Benfica é que, tal vomo acontecer antes, os ucranianos voltar a responder ao golo do Benfica quase de imediato, e ao minuto 49', uma vez mais na sequência de um pontapé de canto, os ucranianos responderam ao golo do Benfica com um golo para a sua equipa, fazendo o 3-2. Pontapé de canto batido do lado esquerdo e Stepanenko, com um cabeceamento majestoso depois de conseguir surpreender os centrais do Benfica que não o viram aparecer na pequena-área entrando em velocidade, apontou o segundo golo do Shakhtar que voltava assim para a frente da eliminatória.

O Ben fica acusou claramente este golo que voltava a deixar a equipa da Luz com a obrigação de correr uma vez mais atrás do prejuízo. E de tal forma a turma encarnada acusou o golo sofrido que por pouco permitia que o mesmo Stepanenko, ao minuto 56, estivesse à beira de marcar de novo, algo que só não conseguiu devido à boa intervenção de Vlachodimos com um grande voo a desviar a bola pela linha de fundo. Certo é que o Shaktar continuava a criar perigo ao Benfica e ao minuto 66, na sequência de um pontapé livre directo, depois de Taison ter batido contra a barreira, o mesmo jogador apareceu a fazer a recarga, Odysseas defendeu e Ismally, em posição irregular, ainda enviou a bola ao travessão da baliza do Benfica.

A equipa da casa, pouco eficaz no capítulo defensivo, acabou assim por sofrer quase “naturalmente” o terceiro golo, desta vez com a assinatura do brasileiro Alan Patrick, porventura um dos elementos mais influentes na tirma de Luís Castro. O lance começou em Ismally que cruzou para o centro do terreno onde ainda apareceu Grimaldo a cortar com esforço, só que a bola ressaltou para Alan Patrick e este, de frente para a baliza, rematou de primeira fazendo a bola ressaltar no chão antes de entrar na baliza de Vlachodimos sem possibilidades de defesa para este, acabando assim o Shakhtar por empatar o jogo a três golos e deixando o Benfica a dois golos de um possível apuramento.

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Bruno Lage, que sabia da necessidade dos dois golos para ver a sua equipa seguir em frente, ainda deu sinal de querer dar a volta ao jogo ao chamar ao jogo dois jogadores claramente de características atacantes, como foram Carlos Vinicius e Jota, que entraram para os lugares de Dyego Sousa e Pizzi. Só que o Benfica já não tinha força nem soluções, e nem com as alterações promovidas por Lage a turma da Luz conseguia chegar com eficácia até junto da baliza de Pyatov, vindo o jogo a terminar sem mais golos, com as duas equipas empatadas (3-3) e o Shakhtar Donetsk na frente da eliminatória a deixar o Benfica de fora desta competição de clubes na UEFA.

Depois do Sporting de Braga ter sido eliminado pelo Glasgow Rangers na quarta-feira, e após as eliminações do FC Porto e do Sporting já esta quinta-feira, a eliminação do Benfica ditava assim o afastamento de todas as equipas portuguesas da Liga Europa, naquela que terá sido uma das jornadas europeias do futebol de clubes mais negras para o futebol português na UEFA. Ao Benfica, como às demais equipas lusas, resta virar atenções para as competições domésticas, tendo os “encarnados” como compromisso seguinte, já na próxima segunda-feira, o jogo relativo à 23ª jornada da I Liga frente ao Moreirense, uma vez mais no Estádio da Luz, num jogo que merecerá a reportagem do LusoGolo no recinto dos “encarnados”.

texto: Diogo Reis (com Jorge Reis)
fotos: Luís Moreira

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