Num jogo em que o FC Porto até marcou primeiro, num golo de elevada qualidade e nota artística de Luis Díaz ao minuto 14', o Manchester City acabou por virar o resultado e vencer sobre os Dragões por 3-1, num jogo marcado por erros crassos do árbitro letónio Andris Treimanis, pessimamente assessorado pelo árbitro holandês Jochem Kamphuis que desempenhou as funções de VAR.

À conta destes dois senhores, um pénalti mal assinalado a favor do City em que o árbitro não considerou um enorme pisão sobre o guarda-redes Marchesin, e de que saiu o golo do empate para o City ao minuto 20' por Aguero, ainda uma grande penalidade que ficou por assinalar depois de uma carga sobre Pepe à beira do intervalo e um segundo cartão amarelo que seria o consequente vermelho a Rodrigo, do City, que deixaria a turma da casa a jogar apenas com 10 elementos, foram os três erros do tamanho da Torre dos Clérigos que passaram sobre o relvado do Manchester City.

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O FC Porto perdeu este primeiro jogo referente à fase de grupos da Liga dos Campeões, (Grupo C), para a estatística das competições da UEFA vai ficar a conquista por parte do City dos três importantes pontos e das verbas que uma vitória lhe permite dos cofres da UEFA, mas para quem viu o jogo ficou a certeza que Sérgio Conceição ganhou porventura uma ainda maior união do seu grupo que vai regressar a Portugal com a consciência de que tudo fez para justificar um melhor resultado. Surpreendendo logo na forma comom escalou a sua equipa, com três centrais, sem Otávio e com Sarr como titular, e Marega na frente apoiado mais directamente por Luis Diaz, o técnico Sérgio Conceição conseguiu uma equipa que surpreendeu o conjunto às ordens de Pep Guardiola.

Como titulares, Sérgio Conceção chamou ao jogo Marchesín, também Mbemba, Pepe e Sarr como centrais e uma linha de cinco médios — Corona, Uribe, Sérgio Oliveira, Zaidu e Fábio Vieira —, deixando a saída para o ataque nos pés de Marega e Luis Díaz. A este esquema claramente inovador apresentado pela formação do FC Porto, a resposta do City foi dada por um “onze” em que surgiram três internacionais portugueses, nomeadamente João Cancelo, Rúben Dias e Bernardo Silva. A perder desde o já referido minuto 14' quando Luís Diaz marcou para o FC Porto, o City chegou ao empate ainda no primeiro tempo, numa falta cometida por Pepe sobre Sterling. E carga do central do FC Porto acontece, mas antes já o guarda-redes Marchesin tinha sofrido um claro pisão que invalidaria a aplicação de qualquer grande penalidade, só que o árbitro e o VAR simplesmente ignoraram essa situação.

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Chamado a converter o castigo máximo, Aguero não perdoou e fez o golo do empate. Depois, à beira do intervalo, Pepe foi carregado na área do City pelas costas, carregado por Cancelo, mas o árbitro e o VAR usaram certamente da mesma teoria da intensidade subjectiva que dias antes impediu também que em Alvalade fosse assinalada uma grande penalidade em circunstâncias iguais que nesse jogo seria contra o FC Porto. E a verdade é que neste caso estaríamos aqui no relvado do City perante uma grande penalidade favorável ao FC Porto, e Cancelo, que já tinha visto o primeiro cartão amarelo, acabaria por ver um segundo amarelo e o consequente vermelho. O FC Porto voltava a ter a possibilidade de saltar para a frente do marcador e o City perdia o concurso so seu lateral neste jogo.

O intervalo acabou assim por chegar com o empate no marcador, o City veio mais forte para o segundo tempo e pôde continuar a tirar partido das más decisões do árbitro Andris Treimanis, nomeadamente quando deixou por mostrar um segundo cartão amarelo claro a Rodri, na equipa do City, que deixaria a turma inglesa reduzida a 10 unidades.

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Certo é que o segundo golo para o Manchester City apareceu mesmo aos 65', num golaço de Gündogan, antes do final do jogo houve ainda tempo para o terceiro golo do City, apontado por Fenan Torres ao minuto 73 depois de uma combinação com Foden.

Sérgio Conceição procurou ir ao seu banco de suplentes encontrar antídotos para o jogo do City, a determinada altura apostou em elementos como Nakajima, Nanu e Taremi, mas também em Evanilson, não se pode dizer que o treinador do FC Porto se acomodou ao resultado, mas a verdade é que o City, a vencer, teve toda a capacidade de gerir a vantagem construída num jogo em que claramente o FC Porto deveria ter merecido melhor sorte, algo que só não teve, e é preciso dizê-lo de forma bem clara, porque o árbitro Andris Treimanis inclinou claramente o relvado a favor do City. E quando assim é, só se pode dizer que este jogo cumpriu a lógica do favoritismo da equipa da casa, num jogo que por vezes tem muito pouco de lógica.

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Ficam assim as notas positivas para a prestação do FC Porto enquanto equipa, mas também para aquilo que fizeram elementos como Sarr, Uribe, Sérgio Oliveira e Luis Diaz. Na equipa do City, os portugueses cumpriram sem grandes falhas, com o reparo feito a Rúben Dias que no lance do golo de Luis Diaz tinha que ter feito mais para travar o jogador do FC Porto. Walker, Gundogan e Sterling estiveram igualmente em evidência neste jogo em que o capitão portista Pepe, há que o reconhecer, escapou a uma expulsão depois do VAR ter feito vista grossa a uma joelhada do jogador do FC Porto sobre Sterling ao minuto 84'.

O FC Porto fica depois desta primeira ronda do Grupo C da Liga dos Campeões com 0 pontos, tantos quantos apresenta o Marselha de André Villas Boas que nesta jornada perdeu frente aos gregos do Olympiacos de Pedro Martins por 1-0. Já o City surge na frente do Grupo com três pontos, os mesmos apresentados pelo clube grego. Na próxima terça-feira, dia 27 de Outubro, o FC Porto recebe no Estádio do Dragão o Olympiacos.

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Jorge Reis/LusoGolo

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