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Foi preciso esperar pelo minuto 90'+02' para que o Benfica conseguisse finalmente marcar o golo que lhe permitiu levar de vencida a turma do Estoril Praia, no relvado do Estádio António Coimbra da Mota, num jogo muito difícil para os "encarnados" com estes a construírem oportunidades que não souberam concretizar face a um adversário que nunca baixou os braços. Logo aos 10 minutos, Rafa Silva, um dos elementos mais determinados no grupo de trabalho do Benfica, colocou a sua equipa em vantagem, com um golo conseguido a partir do corredor direito do ataque após assistência de Zivkovic.

Ficava a ideia após o golo de Rafa Silva que o Benfica poderia aumentar rapidamente a vantagem, até pela forma decidida com que actuou ao longo de todo o primeiro tempo, mas a boa actuação do guarda-redes Renan e uma enorme falta de eficácia do ataque benfiquista permitiu que o intervalo chegasse sem mais golos.

Com o retomar do jogo para o segundo tempo, esperar-se-ia que o Benfica mantivesse uma toada ofensiva que lhe permitisse continuar a dominar o jogo, algo que de facto não aconteceu. Na verdade, o segundo tempo trouxe ao relvado do Estoril Praia uma turma da casa mais determinada, face a um conjunto visitante que recuou as suas linhas, dando espaço aos "canarinhos" para um atrevimento que não tiveram até então.

Curiosamente, este nem foi o primeiro jogo em que o Benfica teve uma segunda parte com um rendimento muitos furos abaixo daquilo que conseguira nos primeiros 45 minutos. O mesmo já acontecera antes no Bonfim, quando o Benfica venceu sobre o Vitória de Setúbal também nos minutos finais da partida, mas também no Estádio da Luz, frente ao FC Porto, quando a turma benfiquista não conseguiu para o segundo tempo manter a superioridade que assinara na primeira parte do jogo. Foi aliás isso mesmo que aconteceu uma vez mais no Estoril quando, depois de uma primeira parte de grande qualidade no futebol praticado, o conjunto às ordens de Rui Vitória baixou de produtividade, passou a defender bem mais perto da sua grande-área, e acabou por sofrer dois golos, o primeiro dos quais anulado pelo VAR por fora-de-jogo de Allano.

Não valeu o golo apontado por Allano ao minuto 50, acabou por valer o golo de Halliche, ao minuto 63, altura a partir da qual o jogo ficou empatado para um crescente nervosismo dos "encarnados" e uma confiança que foi aumentando por parte da equipa da casa. Rafa Silva, o homem que apontou o primeiro golo do Benfica, mas também Jiménez e Sálvio, que entretanto entrara para o lugar de Franco Cervi, perderam oportunidades flagrantes de golo, e ao minuto 90 o jogo continuava empatado, numa altura em que o árbitro Hugo Miguel deu sete minutos de compensação, justificados pelas diversas paragens que o jogo tivera até então.

Acabou assim por ser ao segundo dos sete minutos dados pelo árbitro para compensações que Toto Sálvio, um dos homens que Rui Vitória fizera sair do banco para o segundo tempo, que apareceu a cabecear uma bola cruzada a partir do corredor esquerdo do ataque por Grimaldo. Junto à marca da grande penalidade, o argentino que agora regressa aos jogos depois de ter estado ausente por lesão durante várias semanas, apareceu a cabecear a bola para a baliza, longe do alcance de Renan que nada pôde fazer para evitar o golo do triunfo do Benfica.

Num jogo em que o brasileiro Jonas voltou a primar pela ausência, devido a lesão, Rui Vitória teve uma vez mais que fazer omeletes sem ovos, procurando fazer entrar no jogo Seferovic para o segundo tempo sem que este tivesse conseguido qualquer resultado prático na sua presença em campo. Aliás, se Jiménez sempre conseguiu agitar com o jogo quando foi chamado a entrar em campo nas segundas metades dos jogos do Benfica, muita das vezes para o lugar de Jonas, a verdade é que sem Jonas, e com o avançado mexicano na condição de titular, o técnico do Benfica nunca conseguiu ter um elemento que conseguisse ser chamado a jogo após o intervalo com capacidade para dar um contributo particularmente positivo ao jogo do Benfica.

Apesar de todas as dificuldades, o Benfica acabou mesmo por garantir a conquista dos três pontos, mantendo assim a esperança na conquista de um título que se configura distante dos "encarnados", eles que estão dependentes de uma escorregadela do líder FC Porto para poderem ainda alcançar o desejado pentacampeonato. Já o Estoril Praia, que depois desta derrota na Amoreira caíram para o derradeiro lugar da tabela classificativa do campeonato, terá que olhar para os três jogos que ainda tem a disputar, com Desportivo das Aves, Vitória de Setúbal e Feirense, como três finais a vencer, sob pena de poderem os canarinhos na sempre indesejada despromoção. O campeonato, esse, continua já no próximo fim-de-semana.

texto: Jorge Reis
fotos: Luís Moreira

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