O Caldas Sport Clube, da Liga 3, recebeu e obrigou a muito sofrimento o “grande” Benfica no jogo da terceira eliminatória da Taça de Portugal, partida que terminou os 90 minutos regulamentares com um empate a um golo (1-1), teve um prolongamento de mais 30 minutos e, porque mesmo assim a igualdade prevaleceu, a resolução desta eliminatória foi conseguida apenas no desempate por pontapés da marca da grande penalidade, altura em que um jogador do Caldas, curiosamente o primeiro que foi chamado a bater o pénalti pela sua equipa, falhou o mesmo atirando a bola por cima da trave da baliza à guarda de Helton Leite. Os jogadores do Benfica cumpriram a sua missão e concretizaram os respectivos pénaltis, e João Mário, o último dos encarnados a bater o pontapé determinante, colocou o Benfica na fase seguinte da Taça de Portugal.

Curiosamente, para este jogo com o Caldas da Liga 3, o técnico Roger Schmidt do Benfica mexeu no seu “onze” titular de uma forma bem menos evidente do que muitos esperariam, chamando Helton Leite à titularidade entre os postes, com o quarteto defensivo formado por Gilberto, António Silva, Brooks e Grimaldo, ainda Enzo e Florentino na linha média, Aurxnes, Draxler e João Mário mais adiantados no apoio ao ponta de lança Rodrigo Pinho.

No relvado do Campo da Mata, nas Caldas da Rainha, houve festa de Taça
e a surpresa de um “tomba-gigantes” esteve mesmo à beira de acontecer

De fora desta equipa do Benfica ficavam assim, para além do guarda-redes Vlachodimos, também o lateral Bah, o central Otamendi, os médios ofensivos David Neres (lesionado) e Rafa Silva, e ainda o jovem avançado Gonçalo Ramos.

No banco de suplentes, Schmidt tinha assim como opções o guarda-redes Vlachodimos, mas também Diogo Gonçalves, Chiquinho, Ristic, Gil Dias, Paulo Bernardo e Musa, mas também, porventura mais surpreendente, o também capitão dos encarnados André Almeida, e o central brasileiro João Victor, jogador que ainda não actuou na equipa do Benfica já que se lesionou no último jogo realizado no Brasil antes de viajar para Portugal.

A superioridade do Benfica perante o Caldas não foi assim tão evidente durante o jogo
e o Caldas manteve mesmo o equilíbrio ao longo de 120 minutos

Do lado do Caldas, para o “onze” titular sobre o relvado do Campo da Mata, o técnico José Vala chamou o guarda-redes Wilson Soares, um trio de centrais formado por Thomas Militão, André Sousa e Marcelo, uma linha de cinco médios com os laterais a fecharem os respectivos corredores, nomeamente Nuno Januário, Leandro Borges, André Perre, Miguel Rebelo e João Silva, sobrando para acções mais ofensivas Henrique Henriques e João Rodrigues.

Depois, no banco de suplentes, José Vala teve ainda para responder às circunstâncias do jogo, Luís Paulo, Diogo Clemente, Luís Farinha, Rafael Roque, Marcelo Marquês, Gonçalo Barreiras, Francisco Miranda, Dagmar Pinto e André Simões, tudo jogadores que partiam para este jogo com a ambição de poderem defrontar o Benfica e, se possível, deixarem de algum modo a sua marca pessoal neste jogo, em última análise para que se pudesse dizer no final que “houve Taça” em consequência do sempre possível “tomba gigantes”.

E a verdade é que o Benfica, mantendo a sua filosofia de jogo já apresentada esta temporada, raramente chegou em condições de ameaçar o adversário nos últimos 30 metros, onde o Caldas se revelou sempre particularmente assertivo. Apoiado pelo público que não regateou aplausos a partir das bancadas do Campo da Mata, o “onze” do Caldas foi aguentando o jogo dos encarnados e com isso ganhando confiança para acreditar no pouco provável. Roger Schmidt viu-se obrigado a mexer no seu “onze” ao intervalo, chamou a jogo Petar Musa, e este conseguiu mesmo o golo que colocou os encarnados em vantagem, à passagem do minuto 52'.

Chamado ao jogo ao intervalo por troca com Rodrigo Pinho,
o também avançado Petar Musa fez o golo para o Benfica ao minuto 52'

Apesar da desvantagem pelo golo de Musa, os jogadores do Caldas não baixaram os braços e acabaria por ser o jogador mais em evidência no Benfica da presente temporada, o central António Silva, a cometer um erro determinante, à passagem do minuto 73'.

O central do Benfica dominou mal a bola e Gonçalo Barreiras, jogador que havia sido chamado ao jogo logo depois do golo do Benfica, conseguiu isolar-se na cavalgada para a grande áreas do Benfica onde, perante a saída de Helton Leite, teve  a frieza de conseguir rematar a bola por entre as pernas do guarda-redes do Benfica para o golo do empate.

As gentes de Caldas aplaudiram o feito ímpar dos seus rapazes, acreditaram, e carregaram em ombros a sua equipa até ao final dos 90 minutos e também no prolongamento, ficando tudo para ser resolvido através da lotaria dos pénaltis.

António Silva falhou o domínio da bola, permitiu a Gonçalo Barreiras isolar-se
em frente a Helton Leite e fazer o golo do empate (1-1) para o Caldas  

Acontecesse o que acontecesse, o Benfica, mas também o Caldas, saíriam invictos deste jogo com o empate a ditar a sua lei, mas era importante seguir em frente na competição da Taça de Portugal. Aí, o Benfica marcou o primeiro penalti, por Enzo Férnandez, mas o Caldas falhou logo de seguida o seu primeiro pontapé para golo, com Clemente a rematar por alto, levando a bola a passar por cima da trave da baliza de Helton Leite.

A partir daí, as duas equipas marcaram os quarto penaltis respectivos, mas o erro para o Caldas já estava feito pelo que, quando João Mário marcou o quinto pénalti para o Benfica, nem sequer foi preciso ao Caldas tentar o seu derradeiro pénalti.

De forma algo surpreendente, principalmente para quem não viu este jogo,
Caldas e Banfica jogaram durante 120 minutos sem conseguir desatar o nó do empate a um golo

O Benfica acabou assim por ultrapassar o obstáculo neste jogo que se resolveu favoravelmente para os encarnados, mas que foi ainda assim o pior jogo da formação às ordens de Roger Schmidt na presente temporada.algo assumido pelo próprio técnico alemão que sabe da necessidade de fazer muito melhor já na próxima sexta-feira, no jogo a disputar no Estádio do Dragão frente ao FC Porto, referente à 10ª jornada do campeonato da I Liga.

Já o Caldas, que vai continuar o seu percurso da Liga 3, consciente de que esteve à beira do seu brilharete numa 3ª jornada da Taça de Portugal em que oito equipas de escalões secunbdários eliminaram formações da I Liga.

Na transformação dos pontapés da marca da grande penalidade,
o Benfica acabou por garantir a passagem à próxima eliminatória da Taça de Portugal
eliminando este surpreendente Caldas da Liga 3
texto: Jorge Reis
fotos: Luís Moreira Duarte
Pin It