Depois de ter garantido mais de 30 por cento dos votos expressos na últimas eleições à Direcção do Benfica, João Noronha Lopes anunciou esta quinta-feira em conferância de Imprensa que ficará fora da corrida eleitoral desta feita, pelo que não se irá apresentar como candidato à presidência do Benfica nas eleições de 9 de Outubro.

Assumindo aquela que disse ser “uma das decisões mais difíceis” da sua vida, o empresário admitiu que equacionou “seriamente” a possibilidade de se candidatar de novo, acabando por tomar a decisão de não se candidatar por “razões de natureza pessoal e familiar”. Depois de recordou que no passado foi “dos primeiros a desafiar Vilarinho a ir contra Vale e Azevedo” e que se bateu contra Vieira, frisando que o seu passado fala por si, Noronha Lopes explicou que “o problema das eleições é serem feitas à pressa e sem saber as regras com as quais vão decorrer.”

Avisando que “quem faz parte do passado recente do Benfica não tem possibilidade de fazer parte do futuro”, Noronha Lopes reforçou esta ideia ao afirmar que “o que se passou nos últimos anos não se pode repetir”, reclamando como “responsabilidade de todos os sócios, principalmente dos que forem eleitos“ que se possa efectivamente agora “virar uma página”.

De forma assim compreensível, João Noronha Lopes deixou claro que não irá apoiar Rui Costa no próximo acto eleitoral do dia 9 de Outubro.

"Tenho admiração por Rui Costa enquanto jogador. Enquanto dirigente não vou apoiar Rui Costa. Quando tivemos uma OPA ilegal não ouvi uma palavra dele. Quando tivemos a demissão do presidente da MAG, não ouvi uma palavra de Rui Costa. Onde estava Rui Costa nesses momentos? Momentos graves da história do Benfica", recordou.

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