O médio marroquino Adel Taarabt foi este domingo o melhor jogador do Benfica de Jorge Jesus no embate “amigável” que opôs os “encarnados” ao Bournemouth, clube inglês que milita no “Championship”, o segundo escalão do seu país, num jogo que terminou com o triunfo do Benfica por 2-1 com golos apontados na primeira metade da partida. Aliás, o primeiro golo do jogo foi apontado pelo médio marroquino que, desta forma, “assinou por baixo” uma excelente exibição mostrando a Jorge Jesus que tem todas as condições de ser um elemento preponderante na movimentação do Benfica 2020-2021.

Para além de Taarabt, e na análise individual à prestação dos jogadores do Benfica neste jogo particular, estiveram em destaque pela positiva o “reforço” Everton Cebolinha, que apontou o segundo golo do Benfica, mas também outros jogadores como o médio Rafa que deu conta de particular empenho na velocidade imposta nas transições ofensivas dos “encarnados”.

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Relativamente aos “reforços” que neste jogo se estrearam pelo Benfica no relvado da Luz, notas positivas para Wladschmidt e Vertonghen, e nem tanto assim para o defesa direito Gilberto que deu conta de alguma falta de ritmo e necessidade de adaptação.

Vejamos então algumas notas individuais (0 a 5) relativamente ao que fizeram os jogadores às ordens de Jorge Jesus...

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Vlachodimos (4) - O guarda-redes grego do Benfica raramente foi chamado a intervir neste jogo frente aos ingleses do Bournmouth e a única grande defesa digna desse nome aconteceu no segundo tempo, quando defendeu por instinto um remate “à queima-roupa” desferido por um elemento do Bournemouth já dentro da pequena-área da baliza à sua guarda, num lance em que o jogador do conjunto britânico estava... em posição irregular assinalada pelo árbitro assistente.

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André Almeida (3) - Jogou durante todo o primeiro tempo integrando-se muitas vezes nas acções ofensivas do Benfica pelo seu flanco direito, aquele que mostrou afinal mais entrosamento nas movimentações do Benfica do que os jogadores do corredor esquerdo.

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Rúben Dias (2) - No lance do golo do Bournemouth foi o defesa central benfiquista batido por Danjuma, o autor do golo da equipa do “Chamiponship” inglês que tirou partido de uma falha do Benfica em bolas defensivas que é já conhecida na turma da Luz desde a última época.

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Vertonghen (3) - Procurou ajudar Ruben Dias a fechar os caminho da baliza do Vlackodimos mas um só jogador não consegue mudar hábitos enraizados.

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Nuno Tavares (3) - lutou muito, apareceu a espaços no corredor esquerdo tentando combinar com Everton e Giberto, mas querer nem sempre é poder. face ªa inclinação do jogo do Bnfica 

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Weigl (4) - Interventivo à frente dos centrais do Benfica, na posição seis, aparece agora mais interventivo na construção sem ser aquele jogador que se limitava a defender e a fazer passes para o lado tal como acontecia quando chegou ao Benfica.

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Taarabt (5) - Sem dúvida com determinação, o marroquino, a aparecer na posição oito da equipa de Jorge Jesus, com a missão de comandar toda a movimentação do “miolo” da equipa, foi neste jogo um elemento determinante, a atacar quando foi necessário e a recuar sempre que teve de ajudar a defender, assumindo um papel detertminante nesta equipa benfiquista. Marcou o golo inaugural do jogo e deixou claro a Jorge Jesus que este terá que contar com ele para 2020-2021.

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Rafa (3) - No corredor direito, à frente de André Almeida, procurou formar com este jogador e ainda com Pizzi um sector preponderante na equipa do Benfica, tirando partido do muito que se conhecem estes três elementos. Pecaram no entanto, todos eles, quando revelaram deficuldades em fazer a bola para os seus companheiros e não resistiram à tentação de quererem resolver tudo por si. Por esta altura, Taarabt e principalmente Everton, no corredor contrário, ficaram a ver jogar porque raramente a bola chegava até eles.

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Everton (4) - Sem grandes oportunidades de brilhar, a verdade é que nas duas vezes que visou a baliza adversária fez dois golos de belo efeito. E se o primeiro golo viria a ser invalidado porque tinha havido uma falta ofensiva de um jogador do Benfica antes do remate de Everton, o segundo golo foi “limpinho limpinho”, ficando a promessa assim dada por este extremo brasileiro que vai mesmo poder fazer chorar os adversários, ou não fosse ele o Cebolinha.

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Pizzi (2) - Decididamente, o Benfica não vai poder sobreviver com uma dupla ofensiva formada por Seferovic como “poste” entre os defesas contrários e Pizzi atrás do ponta-de-lança. E que este último até procura aparecer nos espaços e integrar-se em velocidade, mas falha muito mais passes do que consegue ser eficaz e neste jogo, a determinada altura, fez lembrar os jogos realizados às ordens de Bruno Lage e Nelson Veríssimo na fase final da última época, memórias que os adeptos do benfica não quererão recordar na época que se aproxima.

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Seferovic (2) - Quando uma bola passa a um metro da linha de golo da baliza contrária e nem Pizzi nem Seferovic consegue colocar o pé para um pequeno toque que daria golo certo, os adeptos do Benfica terão ficado com a certeza que o Benfica precisa mesmo de um verdadeiro homem golo, o tal Cavani que, mesmo com qualquer outro nome, possa saber estar no sítio certo à hora certa para dar ao Benfica os golos que os adeptos querem perceber.

2-1 ao intervalo

Ao intervalo, depois dos golos de Taarabt, Danjuma para o Bournemouth e Everton, as duas equipas recolheram aos balneários com o Benfica a vencer por 2-1, resultado que viria a prevalecer até ao final mesmo com os dois têcnicos a procurarem operar alterações no sentido de conseguir dilatar o marcador. Do lado de Jorge Jesus e do Benfica, que é a equipa que mereceu naturalmente a nossa atenção, a referência foi para as entradas ao intervalo dos avançados Waldschmidt e Vinicius, para as saídas de Seferovic e Pizzi, duas alterações que pouco ou nada trouxeram de novo ao jogo, porventura algum pendor ofensivo mais intenso mas igualmente pouco eficaz.

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Waldschmidt (4) - Ora em cunha entre os centrais da equipa britânica, ora jogando mais atrás nas costas de Carlos Vinícius, rapidamente deu conta de conseguir outra movimentação que Pizzi não conseguira até ali, mas em termos de concretização nada mudou.

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Carlos Vinícius (3) - O avançado do Benfica que na época transacta foi o melhor marcador do futebol português, ficou desta feita aquém do seu objectivo e terá que dar mais ao Benfica se quiser ser considerado por Jesus para se manter no grupo de trabalho dos “encarnados”. Ao minuto 68 foram chamador ao jogo Diogo Gonçalves, Cervi, Gabriel e Florentino... saíram Weigl, Everton, Weigl e Taarabt... entrou ainda, dois minutos depois, Gilberto por troca com André Almeida...

Diogo Gonçalves (4) - Com o dorsal 17 na camisola, Diogo Gonçalves permitiu bons apontamentos e ficou claro que Jorge Jesus aposta nas boas movimentações deste jogador que na íltima época deu nas vistas ao serviço do Famalicão.

Cervi (3) - Querer pode ser poder, mas para isso é preciso mais acerto, não sendo suficiente correr muito e pressionar muito. É um bom princípio... mas não chega!

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Gabriel (2) - Ao entrar para o lugar anteriormente preenchido por Taarabt, Gabriel tinha uma pesada factura para “pagar” e a verdade é que nunca conseguiu estar ao nível do marroquino.

Florentino (3) - O jovem médio do Benfica entrou para a posição seis, onde antes andara Weigl, e a verdade é que nesta posição particular o Benfica não perdeu nada com a chegada de Florentino, um jovem que terá mercado caso o Benfica pretenda faturar mas que poderá de igual modo ser um elemento importante para o crescimentos e progressão da equipa de Jorge Jesus.

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Gilberto (2) - Bom a integrar-se nas manobras ofensivas do Benficamostrou alguma dificuldade em encontrar rins para se voltar e regressar atrás quando foi preciso defender. Terá ainda muito trabalho para frente para responder às pretensões de Jorge Jesus.

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Ferro (-) - Entrou para o lugar de Vertonghen numa altura em que o Bournemouth já não conseguia atacar como o fizera no primeiro tempo pelo que Ferro não teve já a mesma intensidade de trabalho que o agora número 5 da equipa do Benfica assinara antes da sua saída.

200830 SLB Varios 02Chiquinho (-) - Pouco tempo em campo não deu para ver muito deste jogador que poderá ter pouco espaço na equipa às ordens de Jorge Jesus, com o treinador do Benfica a deixar sem tempo de jogo o guarda-redes suplente Svilar, mas também Morato e Tomás Tavares, os jogadores que acabaram por não ser chamados a jogar nesta partida amistosa.

Gostámos muito do que vimos em Taarabt, não gostámos em Pizzi mas também em Gilberto, e ficou o sabor a pouco na prestação de Everton que deixou claro que tem muito mais para dar à equipa do Benfica, talvez já na próxima quarta-feira em novo jogo particular, desta feita frente ao Sporting de Braga, uma vez mais no relvado do Estádio da Luz.

Jorge Reis/LusoMotores
fotos: reprodução Twitter 

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