Um autogolo de Ygor Nogueira à beira do intervalo e um golo de Pizzi permitiu este sábado ao Benfica uma vitória tranquila no Estádio da Luz sobre o Gil Vicente, em jogo da quinta jornada da I Liga, uma partida em que a equipa da casa nem sequer conseguiu uma exibição de “encher o olho”. Na verdade, o Benfica desperdiçou uma grande penalidade, que Pizzi falhou ainda no primeiro tempo, depois de uma falta cometida pelo mesmo Igor Nogueira, e terminou com o objectivo do triunfo cumprido, sem conseguir, ainda assim, juntar ao resultado uma grande exibição que não se viu no relvado da Luz.

Depois do triunfo conseguido também na tarde deste sábado do Famalicão sobre o Paços de Ferreira, que permitiu à turma famalicense manter-se na frente do campeonato, ao Benfica restava cumprir o favoritismo no embate frente ao Gil Vicente, uma equipa que já esta época venceu sobre o FC Porto logo na primeira jornada. E a verdade é que o Benfica cumpriu, conseguiu uma vitória justa, mas teve pela frente um adversário sempre irrequieto e ambicioso, disponível para lutar por algo mais, com jogadores como Sandro Lima, Romário Baldé na segunda metade do jogo e ainda o búlgaro Kraev, em especial este último, sem dúvida o melhoe elemento do conjunto gilista, que mereceram sair da Luz com um golo apontado pela sua equipa.

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Diga-se a propósito que Kraev teve pelo menos duas oportunidades para chegar ao golo, algo que não conseguiu também pela excelente exibição do guarda-redes Odysseas, que conseguiu mais uma vez ser um dos melhores elementos em campo na turma de Bruno Lage. Fejsa à frente do quarteto defensivo, titular no lugar do lesionado Florentino, permitiu recordar os bons jogos que já conseguiu no passado com a camisola do Benfica, num jogo em que o melhor elemento em campo acabou por ser o marroquino Taarabt, ele que fez um passe impressionante ao minuto 45, a cruzar toda a linha defensiva do Gil Vicente encontrando André Almeida no corredor direito do ataque dos "encarnados". Almeida cruzou para o interior da pequena-área gilista e quando Raúl De Tomás se preparava para encostar para golo, naquele que seria finalmente a sua estreia a marcar, apareceu Ygor Nogueira a fazer o golo na sua própria baliza.

O segundo golo do Benfica acabou por chegar naturalmente na fase inicial do segundo tempo, ao minuto 53', com Pizzi a aparecer em corrida no interior da área do Gil Vicente para rematar de primeira para o fundo da baliza de Dénis, guardião brasileiro que assinou nesta partida uma excelente prestação ao negar golos feitos a Seferovic, Rafa e Pizzi.

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190914 SLBGVFC Fejsa

Kraev, o búlgaro que se mostrou sempre uma seta apontada à baliza do Benfica, acabou por ser o melhor elemento em campo da equipa visitante, acabando o homem do jogo por ser o marroquino Taarabt, ele que, como diria o técnico Vítor Oliveira no final da partida, andou dois anos “perdido” no grupo de trabalho do Benfica, e que finalmente se reencontrou consigo e com a equipa de Bruno Lage para bem desta.

No último terço do tempo de jogo o Benfica levantou o pé, passou a jogar com o foco apontado no jogo da Liga dos Campeões da próxima terça-feira, também no Estádio da Luz frente ao RB Leipzig, limitando-se a gerir o passar dos minutos frente a um adversário que se contentou em perder apenas por dois golos, abdicando de manter uma pressão mais eficaz sobre o último reduto dos “encarnados”. O apito final do árbitro João Pinheiro, da Associação de Futebol de Braga, ditou o triunfo do Benfica, num jogo em que valeu mais para a turma de Bruno Lage o resultado do que propriamente a exibição.

texto: Jorge Reis
fotos: reprodução ©Twitter

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