Cerca de uma hora depois do FC Porto ter consentido uma derrota no seu primeiro jogo no campeonato da I Liga, no terreno do Gil Vicente (2-1), clube que este ano regressou ao escalão maior do futebol português depois da justiça desportiva ter entendido que deveria este grémio de Barcelos voltar por direito próprio ao convívio com os “grandes”, foi a vez do Benfica entrar em campo, no Estádio da Luz, para vencer com goleada outro clube também este ano regressado ao primeiro escalão do futebol português, o Paços de Ferreira, mas aqui por promoção desportiva.

Cinco golos, o primeiro dos quais um golaço do miúdo Nuno Tavares, que abriu o caminho para a vitória das águias com um golo que ficará desde já no lote dos melhores golos do campeonato que ainda agora está a começar, a que se somaram mais dois golos de Pizzi, e ainda de Seferovic e Carlos Vinicius, este último a marcar na fase final da partida assinando assim da melhor forma a sua primeira presença em campo na equipa do campeão nacional, permitiram assim uma vitória tranquila do Benfica num jogo em que nem sequer se poderá dizer que foi conseguida por parte do Benfica uma grande exibição.

Com boas e velozes trocas de bola, dando conta de uma superioridade evidente do Benfica sobre a turma do Paços mas apenas o suficiente para ir fazendo funcionar o marcador, os jogadores às ordens de Bruno Lage foram eficazes, objectivos, travando qualquer eventual ideia ofensiva do Paços e conseguindo depois finalizar a contento com as suas ambições.

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Nuno Tavares, o tal lateral-esquerdo de raíz proveniente da formação do Benfica que jogou uma vez mais do lado direito, no lugar do lesionado André Almeida, marcou um golo soberbo ao minuto 26, com um remate de pé esquerdo ao poste mais distante da baliza pacense, levando a bola a descrever um arco perfeito até entrar na baliza do Paços de Ferreira longe do alcance do guarda-redes Ricardo Ribeiro. E se não bastasse ter sido ele a abrir o caminho para o triunfo, o miúdo Nuno Tavares arrancou ainda uma exibição brilhante, sendo o melhor elemento em campo, defendendo sempre a preceito no seu corredor e tendo ainda tempo para se incluir nas acções ofensivas com uma assistência para golo, a Pizzi, no 4-0, depois de antes ter estado no lance em que Seferovic fizera o 3-0. Pizzi fizera o 2-0 na transformação de uma grande penalidade, por mão na bola de Bruno Santos, e a contagem foi fechada pelo já referido Carlos Vinícius, aos 84 minutos, ele que entrara seis minutos antes para o lugar de Rafa Silva.

Categórica vitória do Benfica sobre o Paços de Ferreira com a mesma “chapa cinco” com que vencera o rival Sporting na Supertaça Cândido de Oliveira, um triunfo que ganha maior importância depois do rival FC Porto ter perdido frente ao Gil Vicente, resultado que deixa já os dragões a três pontos das águias. Se nos lembrarmos que o FC Porto terá que visitar o Estádio da Luz daqui a duas semanas, na terceira jornada da I Liga, onde um triunfo dos "encarnados" poderá deixar os “azuis e brancos” já a seis pontos, mesmo sendo o campeonato uma “maratona”, ficará ainda assim, naturalmente, o Benfica em posição claramente mais cómoda. Ao invés, se o Benfica escorregar e permitir um bom resultado para a turma portista, esta acabará apenas por compensar este mau arranque no campeonato sem poder daí retirar outros dividendos.

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Aliás, e a propósito do jogo do FC Porto em cada do Gil Vicente, num jogo em que Sérgio Conceição deixou de fora Danilo Pereira — nem no banco se sentou, alegadamente por problemas físicos —, e Romário Baró, para apostar em Bruno Costa e Otávio, fazendo alinhar ainda Zé Luís na frente de ataque ao lado de Soares, aqui com Marega a ficar entre os suplentes. Ao invés, valeu ao FC Porto a estreia em jogos do campeonato do guarda-redes argentino Marchezine, ele que assinou três assinaturas de elevado nível, duas das quais ainda no primeiro tempo e no mesmo lance a impedir que o Gil Vicente começasse logo a assinar a surpresa pelo triunfo da equipa que ainda na última temporada alinhava no Campeonato de Portugal (terceiro escalão do futebol português).

O Gil Vicente, com um Lourency a aparecer como o melhor homem em campo, ele que colocou a cereja no topo do bolo da sua exição ao assinar um dos golos da turma gilista, onde mereceram as luzes da ribalta outros elementos como Rodrigo, João Afonso, Sandro Lima e Kraev, este último a fazer o segundo golo do Gil, conseguiu a turma de Barcelos uma surpreendente mas justa vitória perante um conjunto portista que ainda procurou evitar a derrota, com um golo apontado aos 73' minutos de grande penalidade, por Alex Telles, mas que caiu com estrondo quando Kraev, apenas quatro minutos decorridos, fez o 2-1.

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Refira-se que para além dos resultados dos jogos em que estiveram presentes os dois grandes candidatos ao triunfo final em mais um campeonato, a edição de 2019-2020 do campeonato da I Liga começara com um empate sem golos entre Portimonense e Belenenses, na noite de sexta, e já este sábado a vitória do Famalicão no terreno do Santa Clara, nos Açores, por 0-2, com golos aqui apontados por Toni Martinez (05') e Anderson (75').

texto: Jorge Reis
fotos: Reprodução ©Twitter

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