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Mais de meio século sobre a última goleada por 10-0, em 1964 em jogo do campeonato contra o Seixal, num jogo em que Eusébio marcou seis golos, e em 1965 em jogo da Taça dos Campeões Europeus, ambos ganhos por 10-0, o Benfica voltou a conseguir uma goleada com “chapa 10” ao vencer este domingo o Nacional da Madeira por 10-0, em jogo no Estádio da Luz referente à jornada 21 da I Liga. Ao Benfica tudo correu bem, e a goleada só não foi mais dilatada porque os "encarnados", que nunca levantaram o pé do acelerador, falharam ainda assim mais meia dúzia de oportunidades. Já do lado do Nacional, equipa às ordens do “ministro” Costinha, cedo perdeu o rumo da partida, resumindo-se num adversário fácil para os pupilos de Bruno Lage.

O início do jogo não podia ser melhor para o Benfica que, depois de ter dado o pontapé de saída, demorou apenas 36 segundos a fazer o primeiro golo, com Seferovic a desmarcar Grimaldo que, em velocidade, não falhou, abrindo a contagem neste jogo antes mesmo de concluído o primeiro minuto do jogo. Num jogo em que Ferro surgiu ao lado de Rúben Dias formando a dupla de centrais, com Odysseas de regresso à baliza depois de ter cumprido o jogo de castigo na partida com o Sporting referente à Taça de Portugal, e ainda com Rafa Silva no lugar de Sálvio, hoje fora do onze inicial, o Benfica entrou da melhor forma no jogo como golo de Grimaldo, vindo a aumentar a vantagem ao minuto 21 por Seferovic, para o 2-0. Para trás tinha já ficado pelo menos duas oportunidades falhadas, primeiro por Seferovic, ao minuto 13', e depois, um minuto depois, por Pizzi, que permitiu a defesa ao guardião Daniel. Antes do intervalo chegaria ainda assim o terceiro golo, ao minuto 27, de novo por Seferovic, na resposta a um cruzamento do lado direito por André Almeida.

Antes do intervalo o Nacional ainda desperdiçou uma oportunidade flagrante para reduzir a desvantagem, ao minuto 45, num lance em que Witi, com a baliza à sua mercê, atirou a bola para a bancada, deixando claro que não contava com a “oferta” da bola da quele local. O jogo foi assim para o intervalo com o Benfica em vantagem por três golos, num jogo até ali de algum modo normal, entre uma equipa do Benfica claramente superior, a praticar um futebol rápido e eficaz, com lances de magia ao primeiro toque, frente a um Nacional claramente inferior que pouco mais conseguiu do que defender sem grande capacidade de resposta. Consciente disso, o técnico do Nacional tentou alterar o rumo dos acontecimentos, e terá sido isso que presidiu à mudança de Alhassan por Alabidze na linha média, alteração cujos resultados foram imperceptíveis, isto porque o Benfica entrou no segundo com o quarto golo, aos 50 minutos, por João Félix, com um caeceamento ao segundo poste depois de um livre bem batido por Pizzi do lado esquerdo, e a partir dali só deu Benfica, com os "encarnados" a marcarem mais seis (!!!) golos fechando a contagem com um tão pesado para o Nacional quanto justo para o Benfica 10-0 no placard final.

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Aos 54 minutos, da marca dos 11 metros, Pizzi transforma uma grande penalidade depois dele próprio ter sido carregado na grande-área do Nacional. Dois minutos depois, o mesmo Pizzi bateu agora um pontapé de canto do lado esquerdo do ataque e Ferro, o jovem da formação do Seixal que neste jogo se estreou a central, também ele marcou o seu golo, fazendo por aquela altura o 6-0.

Ao minuto 64 outra vez Pizzi, sem dúvida o elemento mais influente da equipa do Benfica, a assistir para um golo agora de Rúben Dias, colocando o resultado em 7-0 quando Bruno Lage resolveu mexer de novo na sua equipa, isto porque já antes fizera entrar em campo mais um elemento da academia do Seixal, Florentino, que entrou para o lugar de Samaris. Agora era Krovinovic que entrava por troca com João Félix, e Jonas, que regressava à equipa do Benfica, aos 73 minutos, por troca com o "internacional" suíço Seferovic, depois de mais uma excelente exibição deste naquela que está a ser claramente a melhor época na sua carreira.

Com Jonas em campo os golos viriam a continuar, com o oitavo a ser apontado exactamente pelo camisola 10, ao minuto 85, num remate do brasileiro a que o guarda-redes Daniel ainda se tenta opor tocando na bola mas sem êxito. Ao minuto 88 foi a vez de Rafa Silva, numa combinação com Pizzi, conseguir o nono golo, com uma oferta de Pizzi ao seu companheiro de equipa que ainda não tinha faturado depois de algumas falhas clamorosas, fricando o Benfica a um golo da “chapa 10”.

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O público, neste jogo contabilizado em 54.810 espectadores, gritaram “só mais um”, pedindo a concretização da referida “chapa 10”, e a verdade é que o décimo golo chegou mesmo, e uma vez mais pela camisola 10, o brasileiro Jonas que, depois de ganhar um ressalto, conseguiu o remate certeiro batendo Daniel que viu a bola entrar na sua baliza pela décima vez neste jogo.

Num jogo que havia começado com a homenagem a um dos “eternos” camisolas 10 do Benfica, Chalana, que por esta altura completa 60 anos de idade, o Benfica conseguia assim uma goleada ímpar de 10-0 que permitiu afinal tão só e apenas os desejados três pontos pelos "encarnados" que assim ficam a um ponto do líder FC Porto, deixando a luta pelo título totalmente ao rubro, ainda mais se nos lembrarmos que o Sporting de Braga está a dois pontos dos “Dragões”, depois da turma arsenalista ter vencido o Desportivo de Chaves por 2-1 também esta tarde.

E se em termos pontuais esta vitória por 10-0 resultou apenas nos três pontos, terá resultado numa enorme injecção de confiança e motivação a poucos dias do Benfica rumar à Turquia para defrontar o Galatasaray em jogo dos 16avos de final da Liga Europa, já na próxima quinta-feira.

reportagem: Jorge Reis | LusoGolo

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