Frente ao Rio Ave, com uma equipa “reconstruída” com alguns elementos ainda pouco (ou nada) vistos na presente temporada, o Benfica garantiu este sábado uma vitória merecida frente ao Rio Ave, por 2-1, num jogo em que o adversário ainda tentou assustar, perante um conjunto benfiquista que dominou sempre os acontecimentos mesmo se aqui e ali optou por manter um ritmo de serviços mínimos, optando mais por controlar do que construir. Com novos jogadores na equipa, o Benfica nem sempre manteve os melhores ritmos já que um ou outro elemento ainda está em busca das melhores forma físicas, mas o jogo esteve sempre controlado e o resultado, mesmo iniciado com um golo apontado a partir de uma grande penalidade inexistente, a verdade é que os “encarnados” acabaram por merecer o triunfo face ao que o Benfica fez contra aquilo que o Rio Ave não fez.

Em termos de equipa, do lado do Benfica, Rui Vitória chamou Svilar para a baliza, apoiado por uma defesa formada por André Almeida, Conti, Jardel e Yuri Ribeiro, surgindo depois Gedson, Alfa Semedo e Pizzi no meio-campo, sobrando para as acções ofensivas o trio formado por Salvio, Seferovic e Rafa. Do lado do Rio Ave, o técnico José Gomes apostou em Leo Jardim como guarda-redes, acompanhado por Junior Rocha, Borevkovic, Buatu e Afonso Figueiredo, ainda Jambor e Schmidt como “trincos” à frente da defesa, uma linha média formada por Gabrielzinho Diego e Galeno, sobrando depois o brasilkeiro Carlos Vinícius como o homem mais adiantado no terreno em busca dos melhores caminhos para a baliza de Svilar.

Com estas equipas, o resultado começou a ser construído no primeiro tempo, aos 20 minutos, com o já referido golo obtido a partir de uma grande penalidade que, na verdade, não terá existido. Gedson Fernandes caiu dentro da grande área supostamente carregado por um elemento do Rio Ave, o árbitro Rui Oliveira estava aparentemente bem colocado, mas a verdade é que não ficou claro qualquer toque sobre o jogador do Benfica, tendo ficado a sensação de que esse toque não existiu. Sem vídeo-árbitro nesta competição, prevaleceu a decisão do árbitro e o jogo avançou para o castigo máximo, convertido pelo argentino Toto Sálvio, permitindo que o jogo chegasse ao intervalo com o Benfica em vantagem.

No segundo tempo o Benfica manteve o domínio dos acontecimentos e rapidamente aumentou a vantagem, num golo de Rafa Silva, num lance veloz em que o extremo benfiquista entrou na área do Rio Ave pelo corredor esquerdo para receber um passe de Sálvio e disparar para o segundo golo dos “encarnados”. Era um golo merecido pelo Benfica, uma vantagem justificada, mas curiosamente perante um adversário que não se limitava a fazer figura de corpo presente, tendo antes uma palavra a dizer no resultado. De tal forma assim foi que o golo do Rio Ave apareceu mesmo, ao minuto 60', apontado por Carlos Vinícius depois de uma excelente iniciativa de Galeno, assinando aquele que viria a ser o resultado final do jogo em 2-1.

Rui Vitória ainda teve tempo para dar minutos de jogo a Samaris, Gabriel e Carrillo, com o grego a escapar por muito pouco a um cartão vermelho que deveria ter visto na sequência de uma carga ao minuto 79'. Carrillo não teve tempo para grandes apontamentos, enquanto que Gabriel, que entrou para o lugar de Pizzi, deu conta de alguns pormenores de qualidade, deixando a curiosidade instalada para vermos mais tarde do que será capaz este reforço do Benfica.

A turma da Luz garantiu assim a vitória sobre o Rio Ave e os três pontos no Grupo A da Taça da Liga, um triunfo merecido por parte da equipa da casa num jogo realizado perante cerca de 30 mil espectadores na Luz, um estádio meio-cheio (ou meio-vazio) num sábado à tarde em que o recinto benfiquista merecia outra moldura humana, ainda mais numa altura em que o Benfica precisa de dar conta da sua força quando tanta polémica está a abanar o clube com as questões relativas ao processo e-toupeira ou às ameaças de jogos a realizar à porta fechada. Ao invés de demonstrar a força que inegavelmente possui, o Benfica acabou assim por disputar este jogo frente ao Rio Ave apenas com meia casa preenchida.

Curiosamente, à passagem do minuto 88, o Rio Ave perdeu o que tinha tudo para ser o golo do empate com Bruno Moreira a falhar o golo na pequena área do Benfica depois de um excelente lance de Jambor. O Benfica somou assim os primeiros três pontos nesta Allianz Cup, competição em que, e para o mesmo grupo A, Paços de Ferreira e Desportivo das Aves empataram no jogo realizado entre ambos à porta fechada, por castigo à turma pacense. Já a seguir, para os jogadores às ordens de Rui Vitória, o embate com o Bayern de Munique para a Liga dos Campeões... e dos milhões!

texto: Jorge Reis
fotos: reprodução ©Twitter

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