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MOR-SCP-03Depois de alguns resultados menos positivos, o último dos quais no clássico frente ao FC Porto, o Sporting voltou aos triunfos em casa do Moreirense, num jogo que foi tudo menos fácil para a turma às ordens de Jorge Jesus. Os de Moreira de Cónegos, aliás, foram os primeiros a marcar, permitiram o empate, voltaram a marcar colocando-se de novo na frente do marcador, e só na fase final do jogo a turma que viajou desde Alvalade até ao Minho conseguiu fazer dois golos que deram a volta ao marcador permitindo ao Sporting a vitória neste encontro. Curiosamente, já depois do marcador assinalar o 3-2 com que viria a terminar o jogo, Dramé, avançado do Moreirense, ainda enviou a bola à trave da baliza à guarda-de Rui Patrício, provocando um enorme calafrio nas hostes leoninas.

Certo é que este jogo era determinante para os "leões", como aliás serão todos os jogos de agora em diante, nomeadamente depois do técnico do Sporting ter recusado a deitar a toalha ao chão no que à luta pelo título diz respeito. Qualquer ponto perdido pela turma de Alvalade será "a morte do artista" e todos no seio do grupo de trabalho leonino sabem isso mesmo, pelo que a única opção para os jogos no calendário é vencer. Talvez por isso, o Sporting voltou a deixar para segundas opções os elementos ditos da formação, apostando Jesus no "onze" mais experiente no jogo de Moreira de Cónegos.

Assim, à frente de Rui Patrício na baliza, o quarteto defensivo surgiu formado neste jogo por Schelotto, Coates, Ruben Semedo e Bruno César. William Carvalho recuperou a posição seis, completando-se o meio-campo com Adrien Silva no "miolo", ladeado por Gelson Martins e Bryan Ruiz. Depois, na frente de ataque, o outro Ruiz, Alan, surgiu atrás de Bas Dost, o holandês que continua a ser de longe um dos elementos com melhor percurso individual neste grupo de trabalho leonino.

Do lado do Moreirense, o técnico Augusto Inácio procurou montar um "onze" capaz de surpreender em velocidade com incursões nas costas da defesa do Sporting. Makaridze foi chamado a defender a baliza da equipa da casa, apoiado por uma linha defensiva com André Micael, Diego Galo e Rebocho. Cauê e Fernando Alexandre procuraram preencher o miolo do meio-campo, como dois trincos capazes de permitir rápidas transições de bola quando para tal houve espaço, surgindo em apoio a uma linha média rápida formada por Sougou, Nildo e Dramé, sobrando Boateng para incursões entre os centrais do Sporting, mas também pelos corredores laterais quando lhe deram espaço.

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E se a intenção do Moreirense era tentar surpreender o conjunto visitante com incursões em velocidade pelos corredores laterais procurando explorar a "falta de rins" dos defesas do Sporting, conseguiu fazer isso mesmo na perfeição, face a um "onze" do Sporting que entrou em jogo com alguma lentidão, permitindo que os pupilos de Augusto Inácio colocassem sobre o relvado o plano estudado e fazendo-o com total eficácia. Esta estratégia levada à prática, unida a alguma sorte do jogo que também é precisa, permitiu ao Moreirense adiantar-se no marcador ao minuto 17', num autogolo de Bruno César que, na sequência de uma bola bombeada para a grande-área leonina, e tendo Coates "penteado" a bola, acabou o "chuta-chuta" por tocar a bola com o braço desviando-lhe a trajectória e retirando-a do alcance de Rui Patrício até se deter no fundo das redes da baliza do Sporting.

O Moreirense chegava à vantagem e poderia tirar o melhor partido de algum nervosismo dos leões que, no entanto, a cinco minutos do intervalo, chegaram mesmo à igualdade, num golo de Alan Ruiz. Bas Dost cruzou do corredor direito para a entrada de Alan Ruiz e o argentino apareceu a rematar de primeira, batendo Makaridze. O Sporting estava de novo em igualdade e poderia partir para cima da baliza do Moreirense, só que seria esta equipa a marcar de novo, três minutos depois, antes mesmo do intervalo, na transformação de uma grande penalidade indiscutível cometida por Rui Patrício que cometeu uma falta perfeitamente escusada. Boateng apareceu em velocidade, o guarda-redes tentou sair à bola mas fê-lo completamente fora de tempo acabando por carregar o avançado do Moreirense. Chamado a converter o castigo máximo, Cauê enganou Patrício, rematando para um lado enquanto o guarda-redes leonino caía para o outro, saindo o Moreirense para o intervalo na frente do marcador.

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Para o segundo tempo, o Sporting tinha que agarrar o jogo para chegar à conquista dos três pontos mas a verdade é que Jorge Jesus tardou a alterar algo na sua equipa. Fê-lo ao minuto 64', com a entrada do jovem Podence para o lugar de Bryan Ruiz, numa altura em que Augusto Inácio tirava Nildo Petrolina para a entrada de Saré, e o golo dos "leões" surgiu pouco depois, ao minuto 68, num lance em que o recém-entrado Podence foi protagonista ao rematar a bola ao poste direito da baliza de Makaridze. A bola embateu com estrondo no poste, ressaltou para a pequena-área passando por trás de Makaridze, e ficou à mercê de Bas Dost que só teve que encostar a bola para o golo do empate.

O Sporting agarrava agora o leme do jogo, voltava a aproximar-se da baliza do Moreirense, e viria a fazer o terceiro golo, dando finalmente a cambalhota no resultado ao minuto 73 num golo do "capitão" Adrien Silva, servido a preceito pelo lateral Schelotto. A turma visitante colocava-se finalmente na liderança do marcador e tinha a partir deste momento que controlar o jogo e gerir a vantagem. Logo depois do golo de Adrien, o Moreirense esteve à beira de novo empate, ao minuto 75, quando Dramé apareceu nas costas da defesa a picar a bola por cima de Rui Patrício levando-a à trave. A equipa leonina tremeu, não caiu, e a partir dali pôde gerir a vantagem.

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Jorge Jesus ainda apostou em Ricardo Esgaio por troca com Alan Ruiz, ao minuto 80', e também em João Palhinha por Bruno César já para queimar algum tempo, vindo o jogo a terminar pouco depois com uma vitória sofrida do Sporting que assim voltou aos triunfos depois de uma fase marcada por resultados negativos, o últimos dos quais tinha sido a derrota no Estádio do Dragão no clássico frente ao FC Porto.

A 10 pontos do líder Benfica e a nove do FC Porto, e com o Sporting de Braga a tentar morder os calcanhares ao leão que é agora terceiro, o conjunto de Alvalade apenas poderá esperar que uma hecatombe faça cair os dois "grandes" que seguem na frente do campeonato, algo que não sendo impossível é ainda assim pouco provável. Todavia, e porque no futebol não há impossíveis, restará ao Sporting ganhar todos os seus jogos e esperar por todos os azares acumulados para os seus rivais na segunda volta do campeonato que vai ainda no início. Muitos sportinguistas ainda acreditam!

texto: Jorge Reis
fotos: reprodução ©Twitter 

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