Foi com uma exibição fraca e sem chama que o Sporting garantiu, ainda assim, o triunfo e a consequente conquista dos três pontos este domingo, no Estádio de Alvalade, frente à turma do Portimonense, em jogo da 20ª jornada da Liga NOS. Depois de uma manifestação de protesto antes do jogo promovida pelas claques Juve Leo e Directivo XXI contra a actual Direcção do clube de Alvalade, e por entre assobios e vaias a Frederico Varandas já durante o primeiro tempo do jogo, período em que as claques simplesmente se abstiveram de qualquer apoio à equipa às ordens do técnico Jorge Silas, esta acabaria por garantir a vitória por 2-1, com um golo de Mathieu e um auto golo de Jadson, subindo assim ao terceiro lugar da I Liga depois do Sporting de Braga ter já empatado nesta jornada em casa na recepão ao Gil Vicente (2-2).

Sobre o embate entre Sporting e Portimonense, os “leões” até entraram no jogo procurando uma pressão alta e a conseguir entrar no ultimo terço do terreno adversário. Com uma linha de cinco defesas mas em que os dois laterais procuravam subir sempre no terreno no apoio às acções ofensivas, a turma leonina assinou 10 minutos de alguma vontade, mas rapidamente caiu em apatia, deixando mesmo ao Portimonense a liberdade para ousar progredir no terreno.

Anzai, aos 25 minutos, ofereceu a bola a Jackson Martinez com o veterano de 36 anos a rematar a bola levando-a ao poste esquerdo da baliza de Maximiano antes de ultrapassar a linha de golo, o que colocou a equipa algarvia na frente. Apenas quatro minutos depois, um livre perigoso contra o Portimonense, a 30 metros da baliza à guarda de Gonda, foi batido por outro veterano, o central francês Jeremy Mathieu que, num remate canhoto majestoso, colocou a bola no canto superior esquerdo da baliza do guarda-redes japonês ao serviço do Portimonense.

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Já com as duas equipas empatadas a um golo, a primeira parte continuou, com o sportinguista Marcus Wendel a assinar uma prestação abaixo de sofrível, deixando a impressão de estar a jogar obrigado a isso, sem chama nem ideias, permitindo a que, sempre que tinha a posse da bola, fosse assobiado pelos adeptos leoninos. O Sporting revelava falta de ideias, ausência até de vontade, e deixava evidente que tinha que mudar algo para conseguir mostrar uma chama diferente no seu futebol.

Consciente da necessidade de dar outra atitude à sua equipa, o técnico Jorge Silas determinou uma mudança ao intervalo, fazendo sair Luís Neto para a entrada de Jovane Cabral. O Sporting abdicava assim da linha de três defesas centrais e passava a ter mais um homem no ataque em busca do golo na baliza do Portimonense.

Passando pouco menos de 10 minutos desde o início da segunda parte, um pontapé livre de zona perigosa para a baliza do Portimonense colocou Mathieu e Vietto juntos para decidirem entre si quem iria bater o castigo contra o conjunto algarvio. Só que, quando toda a gente achava que seria Mathieu a bater o livre, foi Vietto a rematar com força para o canto superior esquerdo levando a bola a passar bem perto da baliza de Gonda mas pela linha de fundo.

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Do lado do Sporting, Rafael Camacho começou a aparecer no jogo mas Silas decidiu por essa altura que era melhor tirar este jovem do jogo para a entrada de Gonzalo Plata, asssinando este uma grande segunda parte, com várias oportunidades e arrancadas para a baliza do Portimonense. Este melhor período do Sporting acabou por permitir o segundo golo para os “leões”, mas apontado por Jadson na própria baliza. Acuña cruzou desde o lado direito e Jadson, para evitar que a bola cheguasse a Sporar, desviou a bola, acabando por levar a que esta só terminasse a sua trajectória no fundo da própria baliza, dando a vantagem no marcador à formação leonina que a manteve até ao fim do jogo.

O Sporting garantiu assim uma vitória particularmente difícil, garantida por um segundo tempo em que melhorou a sua prestação, depois de uma primeira parte em que o futebol praticado pelos jogadores de Jorge Silas foi apático, sem chama nem ideias, porventura numa das piores exibições assinadas esta época pela turma de Alvalade. Já do lado do Portimonense, deu alguma luta ao Sporting mas deixou claro que possui poucos argumentos, correndo o risco de não conseguir assim, desta forma, subir acima da linha de manutenção da I Liga apesar de haver ainda muitas jornadas pela frente no presente campeonato.

texto: Diogo Reis
fotos: Luís Moreira Duarte

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