Dois golos vindos do banco do Benfica, apontados por Rafa Silva aos minutos 79 e 90+08' depois deste jogador ter entrado na partida ao minuto 73' por troca com Chiquinho, permitiram ao Benfica triunfar esta sexta-feira em Alvalade sobre o eterno rival Sporting, por 0-2, no dérbi da capital referente à 17ª jornada do campeonato da I Liga. Num jogo em que os “leões” puderam continuar a contar com o seu capitão Bruno Fernandes, em face do impasse na sua eventual transferência de Alvalade para o Manchester United, o equilíbrio foi uma toada dominante nos primeiros 45 minutos e em parte do segundo tempo, mas as mexidas nos "onze" impostas pelos treinadores dos dois conjuntos deram mais resultados para o lado do Benfica, com Bruno Lage a ter recursos para mexer no jogo da sua equipa, algo que Jorge Silas não teve engenho nem recursos para conseguir.

Já depois do outro jogo importante desta 17ª jornada, no qual o Sporting de Braga às ordens de Rúben Dias garantiu de forma algo surpreendente a conquista dos três pontos no Estádio do Dragão, frente ao FC Porto, o Benfica tinha outra força anímica para conseguir aumentar a vantagem na frente do campeonato neste jofo no terreno do Sporting, acabando por impor a sua lei e deixar Alvalade ainda mais líder. Aliás, a consciência do favoritismo nesta partida levou mesmo a que o Benfica entrasse nesta partida a dominar por completo, conseguindo os melhores ataques e os passes assertivos. Ao contrário, o Sporting não conseguia dar resposta correta à pressão da equipa encarnada, e aos 10 minutos de jogo Pizzi teve mesmo a primeira oportunidade de golo ao conseguir furar a linha defensiva leonina para um remate contra as mãos de Maximiano.

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Curiosamente, a grande oportunidade de golo até surgiu por esta altura para o lado do Sporting, com os leões a darem finalmente a resposta que os adeptos pediam perante o jogo ofensivo das águias. A partir de um excelente contra ataque, o jovem Rafael Camacho, já dentro da grande-área do Benfica, rematou forte enviando a bola ao poste da baliza de Odysseas Vlachodimos. O jogo continuou bastante equilibrado, ainda assim com o Benfica a manter uma pressão alta, levando a que a defesa do Sporting fosse cometendo alguns erros mas sem consequências em termos de resultado.

Num jogo por muitos apontado como a última grande missão de Bruno Fernandes enquanto capitão dos leões, o internacional português esteve muito bem na primeira parte, não apenas a criar jogadas ofensivas, mas também a ajudar a sua equipa na defesa, travando Carlos Vinicius, fazendo valer as palavras do técnico leonino Jorge Silas que afirmara antes deste jogo que o Bruno é um jogador insubstítuivel e que para substituir Bruno Fernandes seriam necessários três jogadores.

À passagem da meia-hora, o Benfica tentou impor alguma velocidade no jogo, com Weigl, a mais recente contratação benfiquista, a ganhar a bola em velocidade, acabando desarmado por Acuña com uma entrada agressiva a pés juntos que valeu um cartão amarelo para o jogador argentino. Grimaldo bateu o pontapé livre para André Almeida, mas o central nas alturas não conseguiu colocar a bola no fundo das redes mantendo-se o “nulo”.

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O Sporting continuava a dar a resposta correta ao ataque encarnado e respondia com a velocidade de Rafael Camacho, sempre travado pela defesa das águias ou mesmo pelas melhores defesas de Odysseas. Luíz Phellype ainda conseguiu desviar a bola para o fubdo da baliza do Benfica, mas encontrava-se em posição irregular prontamente assinalada. Terminou a primeira parte com tudo em aberto, com nenhuma das equipas a conseguir chegar ao golo. 

O segundo tempo começou para prontamente ser interrompido durante mais de cinco minutos, por força da atitude das claques do Sporting que, depois de terem ficado em silêncio nos primeiros 45 minutos, resolveram atirar tochas para o relvado, para junto da baliza leonina, forçando à paragem do jogo.

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Retomado o jogo, o Benfica tardou em reencontrar-se, permitindo o crescimento da equipa verde e branca que esteve muito bem nesta segunda parte, a pressionar muito mais, parecendo mesmo uma equipa diferente do que aquela que estiveram em campo na primeira metade da partida. Bruno Lage foi assim obrigado a mexer na sua equipa, trocou Chiquinho por Rafa ao minuto 73' que voltou assim à equipa do Benfica após paragem devido a lesão, surgindo neste jogo como segundo avançado a aparecer nas costas de Vinícius. Esta mudança valeu mesmo a pena, isto porque decorridos cinco minutos sobre a entrada de Rafa, e a partir de um lance confuso, Rafa conseguiu mesmo esgueirar-se e colocar a bola no fundo das redes, inaugurando o marcador e dando a vantagem à equipa encarnada.

O Sporting não reagiu e o Benfica pôde então assumir de novo o controlo do jogo, com Rafa Silva a aparecer uma vez mais, já no período de descontos permitido pelo árbitro, a marcar mais  um golo. Seferovic, que entretanto também fora chamado à partida, centrou para o interior da grande-área do Sporting e Rafa, bem colocado, não perdoou, enviando a bola para o fundo das redes leoninas, confirmando assim a vitória dos encarnados e colocando o Benfica agora com um avanço de sete pontos quanto ao rival FC Porto na classificação do campeonato. Ao invés, o Sporting continua a afundar-se na classificação, num dos piores anos desportivos do futebol dos leões.

texto: Diogo Reis
fotos: Luís Moreira Duarte

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