Num jogo marcado por um equilíbrio entre as duas equipas e em que o empate chegou a pairar em Alvalade como resultado possível entre Sporting e FC Porto, os “leões” receberam este domingo a formação do FC Porto acabando por ser esta a garantir a conquista dos três pontos com um triunfo assente na melhor eficácia nos lances de bola parada. A equipa leonina apresentou como surpresa a chamada a titular do lateral direito Ristovski, tendo o FC Porto “respondido” com a entrada em campo desde o primeiro minuto de Danilo, o médio internacional português de 28 anos que esteve em dúvida até ao momento do jogo.

Sobre a forma como decorreu o jogo, o FC Porto conseguiu a vitória numa partida em que o Sporting entrou mal, com um erro fatal logo aos 07 minutos de que resultou o primeiro golo do jogo, por Marega, para o FC Porto. Corrigidos os erros defensivos, o Sporting conseguiu “levantar-se”, chegar ao empate com um golo de Acuña à beira do intervalo, e ser mesmo superior durante grande parte do segundo tempo, mas esta superioridade que foi visível em campo acabaria por ser insuficiente à turma leonina para garantir a vitória ou mesmo a disvisão de pontos. Sérgio Conceição chamou a jogo Luis Diaz ao minuto 65 por troca com o japonês Nakajima, o conjunto azul-e-branco recuperou a melhor organização da sua linha média, e pouco depois, ao minuto 73'. Tiquinho Soares fez de novo o golo para o FC Porto, na resposta a um pontapé de canto apontado por Alex telles, com a turma portista a revelar-se de novo eficaz em mais um lance de bola parada.

À parte dos lances dos golos, o FC Porto foi mais forte ofensivamente durante o início da primeira parte, mais criativo e a conseguir abrir mais espaços, acabando por chegar ao golo no já referido minuto 07', na sequência de um passe longo de Corona que isolou Marega no meio dos centrais do Sporting. Sem oposição e apenas com Maximiano pela frente, o avançado do FC Porto conseguiu colocar a formação liderada por Sérgio Conceição na frente do marcador, perante uma equipa do Sporting que tardou em conseguir dar resposta ao golo do FC Porto. Defensivamente, os “leões” continuaram menos consistentes, mas também pouco criativos ofensivamente, perante um conjunto visitante que manteve uma atitude forte, tanto ofensiva como defensivamente, não permitindo que os jogadores do Sporting passassem sequer do seu meio campo em grande parte do jogo.

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Tochas no relvado a partir das claques leoninas

Acompanhando o melhor futebol do FC Porto, também os seus adeptos foram aqueles que mais se fizeram ouvir em Alvalade, também por que do lado leonino as claques Juve Leo e Directivo XXI, ainda de costas voltadas com a estrutura directiva do Sporting, determinaram uma postura silenciosa ao longo de todo o primeiro tempo do jogo. Ao minuto 22, a única reacção das claques leoninas resultou no atirar de tochas para o relvado, junto da baliza do guarda-redes da sua equipa, Luis Maximiano, num gesto que se viria a repetir no segundo tempo já com o guardião portista Marchesin entre os postes daquela que é a baliza Vítor Damas.

Desagradados com o rumo dos acontecimentos, os adeptos do Sporting protestaram ainda mais com algumas decisões do árbitro Jorge Sousa, nomeadamente o cartão amarelo dado a Acuña. Pepe fica deitado no chão com dores e acaba mesmo por ser substituido por Mbemba, ao minuto 27, naquela que parecia ser uma primeira contrariedade para Sérgio Conceição. Bruno Fernandes, ao minuto 32, após um grande passe, procura equilibrar o marcador, mas Mbemba não o permite, bloqueando o remate perigoso do capitão leonino. Contrariado, Bruno Fernandes não parou de protestar com a arbitragem e, aos 36 minutos, acabou mesmo por ver o cartão amarelo, tantos foram os protestos junto de Jorge Sousa.

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Mesmo à entrada do tempo de compensação para a primeira parte, o Sporting acordou para o jogo e Vietto, com um grande passe à entrada da área, colocou a bola em Acuña que, com um remate potente, fez um golo de bandeira, colocando a bola no fundo das redes, igualando o marcador e permitindo ao Sporting regressar ao balneáreo com maior tranquilidade permitida pelo empate que então se verificava.

A tranquilidade no jogo jogo do Sporting foi evidente logo depois do intervalo, com a equipa às ordens de Jorge Silas a entrar melhor em campo para o segundo tempo, a tentar-se agarrar o jogo perante um FC Porto que não conseguia progredir tão bem ofensivamente. O Sporting teve variadissimas oportunidades para se adiantar no marcador, nomeadamente aos 48 minutos, quando Vietto rematou contra o poste direito da baliza do Marchesin, ou aos 53 minutos, com uma grande jogada que acaba com o cabeceamento de Luiz Phellype, enviando a bola a passar muito perto da baliza adversária, mas também aos 61 minutos, altura em que os “leões” tiveram outra grande oportunidade, uma vez mais com Vietto a estar perto do golo. No minuto seguinte foi a vez de Acuña centrar para a entrada de Vietto a falhar a baliza mesmo à sua frente. Era por esta altura o canto do cisne do Sporting que, em face da máxima de que “quem não mata morre”, viria a sofrer o segundo golo.

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Chamada de Luis Diaz por Nakajima determinante no FC Porto

O FC Porto procurou dar resposta à maior qualidade do jogo do Sporting na segunda parte e Sérgio Conceição tirou do jogo Nakajima para a entrada de Luis Diaz. Curiosamente, o Spoerting ainda teve mais um lance que poderia ter merecido outro destino, ao minuto 68, quando Bolasie tentou esgueirar-se por entre os defesas portistas, com Marcano a dar um encontrão no jogador leonino, impossibilitando este de passar com a bola. O árbitro decidiu dar cartão amarelo a Marcano e assinalou um pontapé livre contra o FC Porto, batido por Bruno Fernandes com a bola a passar ao lado da baliza de Marchesin.

A todas as oportunidades do Sporting, a equipa do FC Porto soube dar resposta que surgiu a partir de um pontapé de canto batido por Alex Telles do lado direito do ataque azul-e-branco. Dentro da grande-área do Sporting, uma vez mais sem marcação, revelando novo erro algo incompreensível na resposta do Sporting a este tipo de lances, apareceu o avançado Tiquinho Soares a saltar e cabecear a bola para o fundo das redes da baliza leonina, dando assim a vantagem no marcador para a formação gerida por Sérgio Conceição.

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A partir deste segundo golo do FC Porto, o Sporting ficou sem capacidade de resposta e não conseguiu continuar a criar oportunidades para igualar o marcador, vindo o jogo a terminar com a vitória do FC porto em Alvalade, algo que já não acontecia em jogos para a I Liga há oitos anos. Com este resultado, o FC Porto voltou a reaproximar-se do líder Benfica, agora de novo a apenas 4 pontos na liderança do campeonato, ficando o Sporting no final dos jogos deste domingo no quarto lugar, atrás do Famalicão que entretanto venceu o seu jogo frente ao Vitória de Setúbel por 3-0.

Curiosamente, na conferência de Imprensa que se seguiu ao clássico de Alvalade, o técnico do Sporting, Jorge Silas, depois de ter considerado inadmissível o erro dos seus jogadores na forma como consentiram os golos do FC Porto, afirmou-se confiante de que terminará o campeonato da I Liga no terceiro lugar do campeonato, à frente do Famalicão. Resta esperar pelo final deste campeonato, agora ainda na 15ª jornada, para que se possa confirmar ou não esta convicção de Silas que, em termos práticos, vê a sua equipa sem dúvida afastada, ainda que não matematicamente, da discussão pelo título do futebol português, uma meta que fica a ser discutida por Benfica e FC Porto.

texto: Diogo Reis
fotos: Luís Moreira Duarte

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