O Sporting recebeu este domingo a formação espanhola do Valência em jogo que serviu para disputar mais uma edição do Troféu Cinco Violinos, jogo em que os “leões” perderam por 1-2 e que foi, basicamente, o último verdadeiro teste para a equipa às ordens de Marcel Keizer antes do primeiro compromisso oficial, já no próximo dia 4, no Estádio do Algarve frente ao rival e campeão nacional Benfica, jogo em que as duas equipas de Lisboa irão disputar entre si a Supertaça Cândido de Oliveira.

Para trás, o Sporting deixou uma pré-temporada em que não venceu qualquer jogo, mas na qual até conseguiu um resultado encorajador, ao garantir um empate frente ao campeão europeu Liverpool (2-2) naquele que foi, porventura, o melhor jogo do Sporting nesta fase de preparação para a temporada que se aproxima. Desta feita, naquele que foi o jogo de apresentação da equipa leonina aos seus adeptos, as coisas até começaram por correr bem, quando Bas Dost conseguiu um bonito golo num remate indefensável logo aos 05 minutos. Porém, o segundo tempo foi dos espanhóis e apesar de alguns bons apontamentos no futebol do Sporting, o resultado final não deixou certamente satisfeitos os mais de 30 mil adeptos presentes em Alvalade.

Apesar de tudo, o técnico Marcel Keizer terá retirado algumas ilações positivas neste jogo, desde logo na descoberta de um bom lateral direito no jovem Thierry Correia, titular neste jogo numa equipa formada por Renan entre os postes, o já referido Thierry na defesa com Coates, Mathieu e Borja, uma linha média formada por Doumbia, Wendel e Bruno Fernandes, ainda Raphinha e Vietto como extremos e Bas Dost como o homem mais adiantado no claro 4x3x3. Do outro lado, o Valência surgiu em campo com Domenech na baliza, ainda Wass, Garay, bem conhecido dos portugueses pelos anos que passou ao serviço do Benfica, mas também Diakhaby e Salva Ruiz formando o quarteto defensivo, uma linha média de três elementos — Kondogbia, Parejo e Jason — e mais três homens na frente com destaque desde logo para o português Gonçalo Guedes, ao lado de Manu Vallejo e Maxi, permitindo estes homens um 4x3x3 para o Valência em resposta ao mesmo esquema táctico do Sporting.

O golo de Bas Dost logo aos 05 minutos, num remate indefensável após assistência de Raphinha, deixava o caminho aberto para um triunfo do Sporting, que aparecia neste jogo com Bruno Fernandes como maestro do 4x3x3 de Keizer, a defesa com uma dupla de ferro formada com Coates e Mathieu, o já referido jovem Thierry Correia na direita e Bas Dost lá na frente para regressar ao seu lugar de “artilheiro mor” dos leões. Só que, do outro lado, Marcelino Toral, o treinador do conjunto de Valência, respondeu com aquele que será porventura a sua equipa mais forte, e logo ao minuto 09 garantia o golo do empate, por Geoffrey Kondogbia, com um cabeceamento perfeito na resposta a um pontapé de canto.

O esquema táctico do Valência aparecia assente em três ex-jogadores do Benfica, nomeadamente Garay, Gonçalo Guedes, e Rodrigo que viria a entrar no jogo no segundo tempo para dar ao futebol do conjunto espanhol outra acutilância e eficácia. Curiosamente, Rodrigo até falhou uma grande penalidade, permitindo a defesa a Renan que não só defendeu o penalti como ainda fez a mancha à recarga, mas o Valência revelar-se-ia mais coeso e eficaz no segundo tempo conquistando o Troféu Cinco Violinos que, pela segunda edição consecutiva, fica assim fora dos muros de Alvalade.

Marcel Keizer pôde ainda chamar a jogo outros elementos no segundo tempo, depois de ter visto já que Vietto continua se provar a qualidade que dele esperam os adeptos leoninos, ou que, em sentido contrário, Raphinha pode ser um caso sério de qualidade numa equipa que certamente perderá a sua voz de comando e muita da sua qualidade caso Bruno Fernandes venha ainda a deixar o grupo de trabalho às ordens de Keizer. Neto, Acuña, Diaby e Luiz Phellype foram chamados a jogo ao minuto 60 por troca com Mathieu, Borja, Vietto e Bas Dost.

Ao minuto 70 foi a vez de Wendel e Coates darem os seus lugares a Eduardo e Tiago Illori, acabando Marcel Keizer por rodar o grupo de trabalho com algumas substituições pouco expressivas pelo momento do jogo a que aconteceram, ao minuto 88, altura em que saíram Bruno Fernandes, Thierry Correia, Raphinha e Doumbia, porventura os melhores elementos em campo a par do guarda-redes Renan, para as entradas de alguns jovens da Academia como Eduardo Quaresma, Miguel Luís e Daniel Bragança, mas também o jovem equatoriano Gonzalo Plata.

Pouco depois de mais estas alterações, o árbitro João Pinheiro, que ao longo do jogo chegou a ser muito contestado, mesmo tendo este sido um jogo particular, viria a dar por concluída a partida, encerrando-se assim mais uma homenagem aos Cinco Violinos de Alvalade, nomeadamente Jesus Correia, Manuel Vasques, Fernando Peyroteo, José Travassos e Albano.

texto: Jorge Reis
fotos: Luís Moreira Duarte

Pin It