Através da “cessão dos créditos decorrentes do contrato de cessão de direitos de transmissão televisiva e multimédia, de exploração da publicidade estática e virtual do Estádio José Alvalade, de distribuição do canal Sporting TV e direitos de patrocinador principal, celebrado em 28 de Dezembro de 2015, entre a Sporting SAD, a Sporting Comunicação e Plataformas, S.A. e a NOS Lusomundo Audiovisuais, S.A”, a Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Sporting Clube de Portugal garantiu esta quarta-feira um encaixe financeiro de 65 milhões de euros através de uma operação financeira que mereceu a informação respectiva em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

De acordo com o mesmo comunicado emitido pela SAD do Sporting, os créditos cedidos servirão para “colateralizar a emissão de obrigações titularizadas até ao reembolso integral das mesmas, tendo ficado assegurados mecanismos contratuais necessários que permitirão à Sporting SAD recuperar a titularidade ou benefício económico dos créditos, simultaneamente com o reembolso das obrigações titularizadas, o que poderá acontecer antecipadamente e a qualquer momento na sequência de solicitação da Sociedade”.

Por conhecer fica a entidade financiadora desta operação, não referida no comunicado, sabendo-se tão só que esta solução surge num contexto de problemas de tesouraria que a SAD vive, avaliados na ordem dos 41 ME, como reconheceu publicamente o próprio presidente do clube, Frederico Varandas. O líder máximo dos "leões" disse mesmo que o Sporting poderia ser obrigado a falhar o pagamento a fornecedores, correndo o risco de ser impedido de se inscrever nas provas europeias caso aquele valor de 41 milhões não fosse alcançado até Junho próximo.

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