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A lotaria das grandes penalidades resultou favorável ao Sporting no jogo que este sábado colocou frente a frente Sporting e FC Porto, na final da Taça da Liga disputada no Estádio Municipal de Braga, um jogo que terminou o tempo regulamentar com um empate (1-1), tendo sido necessário o desempate por penaltis.

No momento de todas as decisões, o guarda-redes Renan Ribeiro, que já na meia-final entre Sporting e Sp.Braga havia sido determinante, defendeu uma grande penalidade a Hernâni, no momento que se revelou crucial neste desempate. Nani ainda marcou de novo para o Sporting e Filipe, central do FC Porto, chamado a converter mais um penalti atirou a bola à trave dando a triunfo na competição aos "leões", que assim revalidaram o título também conquistado na última temporada.

À partida para este jogo, porém, o favoritismo era apontado de um modo natural ao FC Porto, que chegava a esta final na condição de líder do campeonato e, pelo menos em teoria, com mais argumentos para garantir a conquista da Taça da Liga e assim levar para o Estádio do Dragão um troféu que o FC Porto nunca conquistou. Contudo, dentro das quatro linhas, o Sporting entrou melhor no jogo e assinou uma excelente primeira parte, dominando e tendo mesmo algumas oportunidades de chegar ao golo.

Ao minuto 42', um cruzamento de Wendell levou a bola a bater no braço de Herrera mas o árbitro João Pinheiro, depois de ouvir as indicações do duplo VAR — Tiago Martins e Bruno Esteves foram destacados para este jogo na condição de VAR, auxiliados por Pedro Mota, para uma equipa de arbitragem que contou ainda com Nuno Eiras e Paulo Vieira como árbitros assistentes e Manuel Mota no papel de quarto árbitro —, nada assinalou o juíz da Associação de Futebol de Braga, pelo que o “nulo” prevaleceu até ao intervalo.

No segundo tempo, a única nódoa que caiu no pano da actuação de Renan Ribeiro permitiu o golo do FC Porto aos 78', quando o guarda-redes leonino não segurou a bola depois de um remate de Herrera, permitindo que Fernando Andrade empurrasse a bola para dentro da baliza do Sporting, colocando o FC Porto em vantagem.

Mesmo sem muito ter feito por isso, a verdade é que o conjunto portista viu-se por esta altura na frente do marcador e só à entrada do tempo de compensação de seis minutos dado pelo árbitro, uma grande penalidade assinalada pelo VAR, depois do portista Oliver ter pontapeado a perna de Diaby num lance a não merecer contestação quanto à justiça do castigo máximo, Bas Dost foi chamado a converter a grande penalidade e não falhou, repondo a igualdade e levando o jogo para o desempate pelas grandes penalidades.

O Sporting revelou-se mais eficaz e menos perdulário, acabando por justificar a conquista da Taça da Liga, fazendo a festa no Estádio Municipal de Braga onde o técnico Marcel Keiser garantiu o seu primeiro troféu no futebol português.

Nos festejos dos leões ficou o registo, pela negativa, da forma como o FC Porto deu conta de algum mau perder, primeiro com Sérgio Conceição a recusar a sua medalha de vencido nesta final, depois com o técnico adjunto de Conceição, Diamantino Figueiredo, a envolver-se numa discussão com um adepto do Sporting a quem terá tentado agredir com a medalha que acabara de receber. Por fim, e quando os jogadores do Sporting se preparavam para subir à tribuna para receber as medalhas de vencedores, jogadores e equipa técnica portistas simplesmente abandonaram o relvado em direcção aos balneários, sem acompanharem a entrega do troféu aos leões.

Fica para a história mais uma conquista do Sporting na Taça da Liga, a segunda, e mais um ano em que o FC Porto não conseguiu reclamar para si a conquista nesta competição, deixando para o clube de Alvalade o título de “Campeão de Inverno”.

texto: Jorge Reis | LusoGolo

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