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O empate sem golos verificado este sábado entre Sporting e FC Porto, em Alvalade, resultou de um jogo seguido com muita atenção pelos rivais, um melão que, aberto, deu um jogo chocho e sem interesse, com acelerações e repelões em que as equipas se anularam, pelo que o resultado só podia ser um: zero!

A primeira parte desprovida de interesse com as duas equipas a jogarem em cinquenta metros de relvado e com dois remates, um à baliza do Sporting que saiu disparado para a Juventude Leonina, outro à figura de Iker Casillas. Durante os restantes minutos assistiu-se a um embate que começou com ascendente do Porto e acabou com o líder do campeonato a despejar bolas e meio atarantado com as sucessivas vagas de ataque do Sporting. Porém, nenhuma delas se materializou em golo por culpa de algum desacerto de Bas Dost – foi dele o remate ao “boneco” Casillas – e pelo acerto dos centrais do Porto.

A equipa de Sérgio Conceição porfiou, mas foi incapaz de colocar em campo o ritmo que destrói os adversários e perante esta ineficácia, o treinador do Porto já foi ao banco reconhecendo o erro de colocar Maxi Pereira na lateral direita.

Caindo junto da linha lateral com lesão irrecuperável, o uruguaio saiu de cabeça baixa, vergado a um madrugador cartão amarelo e pela estatística: a maioria dos ataques do Sporting surgiram pelo seu lado. Conceição empurrou para jogo Oliver, puxando para a lateral direita Jesus Corona. Hugo Miguel, com uma arbitragem infeliz mas sem influência no decorrer da primeira parte, deu um minuto de desconto e fechou a primeira parte com o resultado empatado a zero, tradução correta daquilo que foi a partida na primeira parte... um absoluto zero!

FICHA TÉCNICA

Sporting – FC Porto, 0-0

- Sporting: Renan; Bruno Gaspar (Ristovski, 47), Mathieu, Coates e Jefferson; Gudelj, Bruno Fernandes e Wendel (Petrovic, 90); Nani, Diaby (Raphinha, 81) e Bas Dost.

Suplentes: Salin, André Pinto, Ristovski, Raphinha, Petrovic, Phellype e Jovane
Treinador: Marcel Keizer.

 

- FC Porto: Casillas; Maxi Pereira (Oliver, 43), Militão, Felipe e Alex Telles; Herrera, Danilo (Hernâni, 83), Brahimi e Corona; Marega e Soares (Fernando Andrade, 75).
Suplentes: Vaná, Hernâni, Oliver, Mbemba, André Pereira, Pepe, Fernando Andrade
Treinador: Sérgio Conceição.

 

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa).

Acção disciplinar: cartão amarelo para Herrera (11), Jefferson (16), Bruno Fernandes (33), Felipe (39), Coates (85), Raphinha (87), Marega (89) e Fernando Andrade (90+4).

Assistência: 45.174 espetadores.

Estádio José Alvalade.

Para a segunda parte, as equipas vieram diferentes para melhor e o Porto conseguiu um punhado de ocasiões de golo, aos 55 minutos e depois aos 58, com grande intervenção de Renan Ribeiro a evitar o golo do Porto. Apagava-se a chama da equipa de Sérgio Conceição, levantava fervura o Sporting com soberana ocasião aos 61 minutos e nova oportunidade volvidos sete minutos, com Felipe quase a violar a baliza de Casillas. Percebia-se um desnorte pouco habitual na equipa do Porto, com Sérgio Conceição a ter de ir ao banco para de lá tirar Fernando, o jogador contratado ao Santa Clara, sentando um desinspirado Soares.

Um enorme pontapé de Gudelj obrigou Casillas á defesa do jogo ao minuto 76 e, na sequência do canto, Bas Dost falhou aquilo que não é habitual, cabeceando frente á baliza do FC Porto mas para fora.

Com 45.174 espectadores a assistir na bancada, o jogo foi-se arrastando, com o Sporting a manter a chama acesa e o Porto a tentar apaga-la. Conceição corria que nem louco na linha lateral, ainda foi ao livro dos truques do costume e atirou Hernâni para o jogo, enviando para o banho um Danilo preso por arames. 

Com muitos passes transviados e alguma falta de qualidade, inesperada, o Porto entregou-se de braços abertos ao empate, apesar de um esticão aqui e acolá de Fernando e de um Marega que passou, completamente, ao lado do jogo.

O Sporting, já cansado e com Marcel Kaizer a preferir guardar o ponto do empate com Petrovic – já depois de ter sido obrigado a colocar Ristovski no lugar do lesionado Bruno Gaspar e ter trocado Diaby por Raphinha – ao invés de procurar a vitória com Jovane, deixou-se ir na maré e não teve pernas para tentar um último assalto ao castelo de Casillas.

Nani morria se lhe tapassem a boca, Bas Dost já tinha apanhado muita pancada de Felipe e de Militão, Raphinha nada trouxe ao jogo e, contas feitas, o rio foi correndo até à foz, onde desaguou um empate que sorri mais ao Porto que ao Sporting.

No resumo do que se viu em Alvalade, um jogo fraco, sem ideias e com muitos erros de parte a parte, arbitrado por um Hugo Miguel que, não tendo influência no resultado, voltou a cometer pequenos erros que irritam os jogadores e perdoou a expulsão a Bruno Fernandes e a Herrera, ambos cedo amarelados sem grande razão, deixando refém o arbitro em duas situações que, naturalmente, exigiriam novo amarelo e consequente expulsão.

Sérgio Conceição não consegue bater o recorde de vitórias consecutivas, esbarrando na determinação dos comandados de Marcel Keizer e numa forma colectiva do seu conjunto que dá sinais de começar a entrar em plano inclinado.

texto: José Manuel Costa
fotos: Luís Moreira Duarte

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