FCPorto-DespChaves-04O FC Porto garantiu esta segunda-feira um tão importante quanto suado triunfo sobre o Desportivo de Chaves, no relvado do Estádio do Dragão, por 2-1 , um resultado tangencial construído com um primeiro golo dos flavienses que surgiram em casa do adversário a acreditar no seu valor e na capacidade de pontuar. E a verdade é que a equipa portista orientada por Nuno Espírito Santo não começou bem o jogo e deixou-se surpreender por um conjunto que apostou no contra golpe com bolas lançadas para as costas dos laterais Alex Telles e Maxi Pereira, mas também dos centrais Marcano e Felipe, nomeadamente deste último que nos primeiros 45 minutos teve uma actuação menos conseguida.

Só que o FC Porto acordou ao intervalo e, regressados dos balneários para a segunda parte, os jogadores azuis e brancos, que nos primeiros 45 minutos permitiram liberdade e espaços a mais aos homens do Desportivo de Chaves, agarraram no comando do jogo, partiram para a grande área flaviense e encostaram o adversário às cordas, sem o deixar sequer respirar, construindo os dois golos que permitiram virar o resultado, mas também outros lances em que foram travados por decisões erradas da equipa de arbitragem, como por exemplo aquele em que, aos 53 minutos, o jovem avançado André Silva aparece entre dois defesas do Chaves para colocar a bola no fundo da baliza à guarda de António Filipe conseguindo o golo do empate que lhe foi anulado por alegado (e inexistente) fora de jogo.

Mantinha por aquela altura a vantagem o Desportivo de Chaves, conseguida ainda no primeiro tempo, ao minuto 12', num golo conseguido por Rafael Lopes num pontapé em que bola ressalta em Danilo e acaba por trair Iker Casillas, que se limitou a observar a trajectória da bola sem nada poder fazer para evitar o golo do conjunto visitante. A vencer, a turma forasteira soube tirar o melhor partido de algum desnorte dos homens de Nuno Espírito Santo que tardaram em recuperar daquele "murro no estômago" dado por Rafael Lopes.

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Nuno Espírito Santo acabou por mexer na sua equipa, chamou a jogo Depoitre por troca com Diogo Jota, e pouco depois, ao minuto 72', após um cruzamento de Alex Telles, este mesmo avançado belga apareceu a cabecear a bola em força para o golo do empate, indefensável, aparecendo finalmente este jogador num lance digno dos créditos de ponta-de-lança com que chegou ao Estádio do Dragão sem que jamais os tenha justificado.

O golo do Depoitre, para além de permitir aos adeptos acreditarem de novo na sua equipa e neste reforço contratado às ordens de Nuno Espírito Santo no arranque do presente campeonato, repôs a igualdade e deixou tudo em aberto num jogo em que a equipa visitante já pouco mais conseguia do que ir fechando os caminhos para a sua baliza. Acabou assim por surgir de forma "natural" o segundo golo do FC Porto, ao minuto 77', agora por Danilo, o mesmo homem que antes traíra, naturalmente de forma inadvertida, Iker Casillas, e que por esta altura acreditou e mereceu ser feliz no segundo golo dos "dragões", que pela primeira vez chegavam à vantagem neste jogo, com o 2-1 com que se viria a chegar ao fim neste jogo entre FC Porto e Desportivo de Chaves.

Vitória merecida pela turma azul-e-branca pela forma como soube tomar o freio nos dentes e acreditou que era possível virar a desvantagem, frente a um adversário que sai do Estádio do Dragão derrotado mas sem dúvida de cabeça erguida pela forma destemida com que se bateu. Orientado por um treinador interino depois da saída de Jorge Simão, que avançou entretanto para o Sporting de Braga, a equipa transmontana mostrou que não é por acaso que tem conseguido boas prestações, sem dúvida graças à boa qualidade do seu grupo de trabalho.

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Antes do final do jogo, uma nota negativa para um cartão vermelho directo mostrado pelo árbitro Vasco Santos ao flaviense Patrão por um pontapé na bola dado quando o jogo se encontrava parado e que acabou por atingir Danilo. O juíz da partida considerou que houve intenção de atingir o jogador do FC Porto e Patrão acabou por receber ordem de expulsão quando ficou a ideia de que o toque em Danilo, a ter existido, terá sido meramente casual e sem qualquer intenção maldosa.

O Desportivo de Chaves acabou por terminar o jogo com apenas 10 elementos, frente a um “onze” do FC Porto que ainda tremeu, sem dúvida muito por culpa própria, e que teve o mérito de se conseguir erguer por si mesmo imponto do conjunto visitante um colete de forças que, todavia, só apareceu depois da turma visitante ter estado na frente do marcador. A casa começou por ser roubada, mas as trancas à porta ainda deram bons resultados para os "dragões".

texto: José Andrade
foto: reprodução ©Twitter 

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