PFerreira-FCPorto01Depois de ter sido arredado da Taça da Liga pelo Moreirense, o FC Porto voltou a escorregar este sábado ao conceder novo empate, agora no terreno do Paços de Ferreira em jogo da 16ª jornada da Liga NOS, uma partida em que os "dragões" jogaram melhor, tiveram mais bola e construíram mais lances de golo, mas foram uma vez mais incapazes de transformar em golos o melhor futebol apresentado. Rafael Defendi, o guarda-redes dos "castores", foi seguramente um dos homens do jogo em face das defesas conseguidas, cumprindo afinal a sua missão que era a de manter a baliza pacense inviolada.

Do lado do Paços de Ferreira, e para além do mérito do Defendi no ponto conseguido com o empate sem golos, este resultado acaba por ser um brinde para uma capacidade de sofrimento revelada no relvado da Capital do Móvel, frente a um adversário que continua a viver um momento particularmente complicado, agora a seis pontos do líder do campeonato, o Benfica, que neste sábado já havia conseguido vencer o seu jogo no terreno do Vitória de Guimarães.

Contudo, se o FC Porto não conseguiu fazer golos, também terá que se queixar de si mesmo, numa partida em que as próprias opções do técnico Nuno Espírito Santo não ficam isentas de críticas, havendo pelo menos alguns reparos a fazer.

Num jogo em que os "dragões" voltavam a estar proibidos de perder pontos, a equipa azul-e-branca entrou em campo com André Silva e Diogo Jota como os homens mais adiantados à frente de uma linha média formada por Corona, Oliver e Herrera, com Rúben Neves a surgir no lugar do agora castigado Danilo. Maxi Pereira, Felipe, Marcano e Alex Telles formaram o quarteto defensivo à frente de Casillas, e tudo isto para um onze que deu conta de uma incapacidade confrangedora de finalizar da melhor maneira os lances de ataque junto da baliza do Paços de Ferreira.

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Se é certo que o Paços também nunca incomodou verdadeiramente o guarda-redes Iker Casillas, também é um facto que a equipa do FC Porto nunca teve argumentos eficazes na finalização, e quando houve que introduzir mudanças na equipa o técnico Nuno Espírito Santo resolveu apostar de uma forma porventura pouco esperada.

Com um avançado natural no banco de suplentes como Depoitre, acabou por ser Rui Pedro o elemento chamado para assumir o lugar de Diogo Jota, ao minuto 67', Oliver Torres deu o seu lugar a outro jovem, João Teixeira, ao minuto 78', e já perto do fim, ao minuto 87', foi a vez de Corona dar o seu lugar a outro extremo, o português Silvestre Varela, mantendo-se Depoitre no banco de suplentes e mostrando-se o FC Porto incapaz de mudar o esquema de uma equipa entretanto manietada pelos pacenses.

Nuno Espírito Santo acabou por comandar uma equipa que regressou ao Porto depois de novo tropeção, com um empate em Paços de Ferreira, num jogo em que a melhor equipa sobre o relvado acabou por ser aquela que esteve liderada por Artur Soares Dias, o árbitro que foi ameaçado por elementos da claque Super Dragões no centro de treinos dos árbitros na Maia, como o próprio juíz deu conta na queixa apresentada junto da Polícia de Segurança Pública. O juíz deste jogo, mesmo depois de pressionado, acabou por assinar uma exibição tranquila num jogo sem casos, para bem, afinal, do próprio futebol.

texto: José Andrade
fotos: ©FC Porto

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