Com uma grande penalidade mal assinalada aos 25 minutos, num lance em que Jadson, em queda na grande-área, corta a bola com o peito e o árbitro Rui Costa apontou para um inexistente corte com o braço, facto que o VAR Vasco Santos não corrigiu, resultando do lance o primeiro golo do jogo apontado para o FC Porto por Alex Telles, e ainda um golo por Marcano apontado aos 90'+08' minutos, num jogo para o qual o juíz da partida havia indicado através do quarto árbitro cinco minutos de compensação, o FC Porto garantiu de forma particularmente suada os três pontos no terreno do Portimonense.

Num jogo em que os “dragões” estiveram a vencer por dois golos (0-2) apontados no primeiro tempo frente a um Portimonense que só apareceu em campo ao minuto 73', consentiu a partir daí a equipa portista o empate, ficou reduzida a 10 unidades após expulsão de Alex Telles, e acabou por marcar o 2-3 no já referido minuto 90+08', os três pontos viajaram para o Porto quando já poucos acreditariam que o empate deixasse de ser o resultado final.

Ao contrário do que chegou a ser anunciado, o FC Porto pôde contar com quase todos os jogadores que foram apontados inicialmente por Sérgio Conceição como "em dúvida”, como Pepe, Zé Luís e Marega, a equipa visitante chegou à vantagem ao minuto 25 com Alex Telles a marcar a grande penalidade mal assinalada por Rui Costa e que o VAR, inexplicavelmente, não reverteu. Naturalmente, o FC Porto dava conta de ser manifestamente superior à turma do Portimonense e o segundo golo apareceu naturalmente, ao minuto 45, num lance iniciado por Uribe, Marega ainda discutiu a posse de bola no interior da área do conjunto algarvio mas esta sobrou para Zé Luís que não perdeu a oportunidade de faturar, colocando a equipa visitante a vencer por dois golos ao intervalo.

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Para o segundo tempo, o Portimonense manteve-se ausente do jogo, mas curiosamente o FC Porto não conseguiu aumentar o seu pecúlio em termos de golos. Ao minuto 66', na equipa do Portimonense, Bruno Tabata, que até então havia sido sempre um elemento a menos no conjunto algarvio, deu o seu lugar a Moreno, permitindo melhorar a qualidade do futebol da turma de Portimão. Em sentido contrário, a entrada de Nakajima ao minuto 72' para o lugar de Luís Díaz na equipa do FC Porto, nada de novo trouxo ao conjunto orientado por Sérgio Conceição que no final viria a protagonizar uma cena no mínimo estranha ao dar um valente “puxão de orelhas” ao jogador nipónico ainda em pleno relvado. Ao minuto 74' um cabeceamento certeiro de Dener deu o primeiro golo do Portimonense, e a partir daí o jogo virava por completo.

Ao minuto 77', um golaço de Koki Anzai empata a partida, com os jogadores do FC Porto atónitos sem perceberem o que os teria atingido. O Portimonense chegava ao empate e poderia mesmo ter permitido a cambalhota total ao resultado não fosse a boa intervenção do guarda-redes Marchesine, que ao minuto 87' impediu o golo que parecia certo ao colombiano Jackson Martinez.

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Já com dois minutos para além dos 90, Alex Telles viu o cartão vermelho depois de uma falta sobre o colombiano Marlos Moreno. O árbitro ainda apontou para um fora-de-jogo, que invalidaria a falta de Alex Telles, mas o VAR rectificou e determinou que não houve qualquer posicionamento errado do jogador do Portimonense. Perante esta decisão, Alex Telles impediu que Moreno seguisse isolado para a baliza pelo que teve que ver a cartolina vermelha e a respectiva expulsão. Por esta altura, e com o tempo necessário para a decisão do VAR, já tinham passado quatro minutos quando o quarto árbitro fez subir a placa a dar conta de cinco minutos de compensação.

Acabou assim por ser aos 90'+08' que Marcano, depois de um pontapé de canto, viria a marcar o 2-3 que daria o triunfo ao FC Porto, numa vitória sem dúvida arrancada a ferros e em que poucos já acreditariam face à forma como o Portimonense conseguiu o empate e apareceu mesmo a discutir a vitória.

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Por explicar ficou mesmo a razão pela qual o conjunto algarvio, que depois do minuto 73' deu conta de ter qualidade para muito mais, andou até àquele momento apenas a marcar presença em campo face a um FC Porto que mostrou comportamentos bem distintos antes e depois daquele mesmo minuto 73'.

Certo é que o FC Porto acabou mesmo por vencer, fez valer o seu favoritismo face à turma do Portimonense, e acaba assim por se manter a par do Benfica na perseguição ao brilhante líder da I Liga, o surpreendente Famalicão que este sábado venceu o Paços de Ferreira por 4-2.

texto: Jorge Reis
fotos: reprodução ©Twitter

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