MarioFigueiredoO relatório e contas da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, referentes a 2013, e o orçamento para 2014, foram reprovados, esta sexta-feira, pelos clubes reunidos em Assembleia-geral , cujos representantes demonstraram o seu descontentamento com a prática da actual Direcção da Liga e do seu presidente, Mário Figueiredo, que pretendem agora que apresente a sua demissão. Reprovadas em Assembleia Geral por 30 votos contra, nove a favor e três abstenções, as contas mereceram uma posição quase idêntica à que foi expressa pela votação relativa ao orçamento, chumbado por 31 votos contra, três abstenções e oito pareceres positivos.

Perante os resultados das votações em Assembleia Geral de clubes, o porta-voz do Conselho dos Presidentes das Competições Profissionais de Futebol, Tiago Ribeiro, que é também o presidente da SAD do Estoril Praia, foi peremptório ao afirmar que a Liga de Clubes "está em falência técnica", considerando que as votações negativas relativas às contas resultam de vários erros. "Os valores apresentados como receitas são fictícias, não sendo certas ou garantidas, resultando de acções judiciais, receitas que dizem que podem ganhar, inclusive de um contrato verbal que não podem ser consideradas como verbas para o orçamento", explicou.

O parecer negativo dos clubes demonstrou o descontentamento existente e o presidente do Vitória de Guimarães, Júlio Mendes, foi um dos dirigentes que assumiu esse descontentamento: "Fica claro para todos que os clubes têm estado a reclamar uma alteração profunda ao que se tem passado, e esses clubes viram aqui confirmado que têm razão, ao contrário do que o presidente da Liga andou a dizer. Fica demonstrada a evidência de que o descontentamento é praticamente geral e espero que o presidente da Liga reflita nas atitudes que tem a tomar mediante a vontade dos clubes".

Certo é que, apesar deste desfecho da Assembleia Geral da Liga de Clubes e do desejo manifestado pelos dirigentes dos clubes, que querem que Mário Figueiredo se demita, este recusou-se a comentar o chumbo do relatório e contas  de 2013 e o orçamento referente a 2014, ficando apenas claro que não está disposto a interromper agora o seu mandato que só termina em Junho.

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