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O futebol surge como a área de actividade mais forte numa entidade perfeitamente integrada na comunidade em que se insere, com muito para fazer e crescer na área geográfica entre Lisboa e Sintra. Conhecido por muitos como Real Massamá, os seus dirigentes recusam esta denominação já que na génese deste clube estão duas colectividades, uma de Queluz e outra de Massamá, pelo que há ainda hoje uma vontade de manter uma equidistância das duas origens respeitando até os adeptos de ambos os clube que deram assim origem ao Real Sport Clube.

Depois de uma primeira passagem pela Direcção do Real Sport Clube, a convite do então presidente José Pereira Libório, em 1999, Adelino Ramos, o nosso interlocutor numa entrevista permitida para a revista Consilcar Magazine e para as plataformas da LusoSaber, nomeadamente o LusoGolo, canal de desporto do website LusoNotícias, voltou este dirigente às lides directivas neste mesmo clube em 2015, desafiado por alguns amigos para avançar para a liderança do Real Sport Clube. Vencedor naquele acto eleitoral, quando os estatutos apontavam ainda para mandatos bi-anuais, foi já o único candidato ao acto eleitoral de 2017, depois dos estatutos terem sido alterados, passando a permitir mandatos de quatro anos, tendo por isso actualmente mais três anos pela frente deste clube colocado na fronteira entre Queluz e Massamá.

Abrimos o diálogo com Adelino Ramos olhando para o percurso do Real, com o nosso interlocutor a assumir o orgulho de poder afirmar a qualidade da evolução que o clube tem conseguido: “É com enorme satisfação que dizemos que somos o primeiro clube do concelho de Sintra em termos de dinâmica, e, se olharmos para a região de Lisboa, não haverá muitos clubes com a dinâmica que o Real possui nas modalidades. Temos uma área muito forte, a do futebol, naturalmente, mas também temos outra área que, nos últimos anos, tem registado uma evolução muito positiva e que diz respeito às modalidades gímnicas, como as artes marciais, ou outras classes em redor da dança e não só.”

“Em redor do futebol, entre os sectores de formação e as equipas federadas, temos cerca de 700 a 750 atletas, sendo que nas modalidades, praticadas nos nossos ginásios, na sede, e também nos pavilhões das escolas com quem temos parceria, nomeadamente o Agrupamento de Escolas Stuart de Carvalhais, temos mais cerca de 900 atletas em 22 a 23 modalidades. Por esta dimensão, podemos considerar que o clube é realmente eclético, com grande dinamismo, e que apresenta atletas e praticantes de desporto desde os cinco anos aos 80, isto porque é uma preocupação nossa oferecer a uma população mais senior alguma actividade, não só no exercício físico mas também alguma actividade a nível cultural e social.”

Para além disso, Adelino Ramos destaca ainda a existência de uma escola de música, em redor da qual organizou o Real Sport Clube um Festival de Bandas Juvenis – “Real Team Bands Festival” – em parceria com a União de Freguesias de Massamá e Monte Abraão, temos formação na área da música, e de ano para ano vão surgindo outros projectos, desenvolvidos em parceria com outras entidades, permitindo aos associados do clube mas também à população em geral a prática de exercício para o bem estar físico, mas também para o bem estar psicológico. 

Pelas ligações que o Real Sport Clube mantém junto de diversas entidades das freguesias de Massamá e de Queluz, pode-se dizer que o clube está perfeitamente assente sobre a vida local da comunidade. “Com alguma regularidade, fazemos parcerias com algumas freguesias das diferentes áreas territoriais em que estamos, no sentido de proporcionar aos nossos associados e à população em geral as actividades que podemos desenvolver”, acrescenta Adelino Ramos, ele que vai mesmo mais longe ao identificar no Real Sport Clube uma entidade dinamizadora de desporto para um eixo mais alargado de população na faixa possível de ser desenhada entre Lisboa e Sintra, território no qual o Real acaba por conseguir criar um grande pólo de influência.

“Sendo nós o clube que somos, chegando ao ponto que chegámos em termos de crescimento, temos hoje jovens que nos procuram para praticar actividade desportiva, mesmo não sendo da área em que estamos inseridos. Vêm da Amadora, Oeiras, de Agualva-Cacém, podendo dizer-se no eixo entre Sintra e Lisboa, e no que diz respeito ao futebol, também porque infelizmente o histórico Estrela da Amadora desapareceu, acabamos por concentrar as atenções dos jovens que querem praticar essa actividade”, resume o nosso interlocutor, procurando justificar o enorme espaço de crescimento que o Real Sport Clube ainda dispõe, em termos geográficos e, por via disso, também em termos populacionais.

Olhando em frente, para uma época que irá acontecer já depois de uma primeira passagem pelos escalões do futebol professional, Adelino Ramos deixa a garantia que o foco do Real estará colocado de novo no objectivo de uma nova promoção à II Liga, num percurso a realizar de forma devidamente organizada e estruturada por parte de quem já conheceu o caminho a trilhar e que pretenderá faze-lo de novo. A nova época está agora a arrancar e os resultados, esses, conseguem-se no dia-a-dia, a cada jogo, a cada competição, com o querer que reconhecemos naqueles que defendem as cores do Real Sport Clube.

texto: Jorge Reis
fotos: Gualter Fatia

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