Nuno CratoCerca de 40 professores desempregados entraram, esta quinta-feira à tarde, nas instalações do Ministério da Educação e Ciência (MEC), em Lisboa, e exigiram ser recebidos pelo ministro Nuno Crato . Entretanto, um grupo de alunos do ensino superior juntou-se à concentração de professores desempregados para manifestar solidariedade aos docentes. Enquanto isso nas instalações do Ministério da Saúde e da Administração Central do Sistema de Saúde, uma centena de sindicalistas, entravam de rompante, mas saíram pouco depois. O motivo era transversal: a luta contra as políticas do Governo para os sectores da Educação e da Saúde.

A dirigente sindical Deolinda Machado explicou que a decisão de se concentrarem nas instalações do Ministério da Educaçãosurgiu numa reunião realizada de manhã com os professores desempregados, onde foi feito um levantamento da situação das ofertas de escola.

"Depois do encontro foi decidido pedir uma audiência ao ministro, tendo em conta que há escolas encerradas, sem professores e com turmas demasiado grandes, havendo por outro lado milhares de professores no desemprego", disse.

"Não há justificação para este número tão grande de desempregados", adiantou Deolinda Machado, referindo que nos últimos anos saíram milhares de professores para a aposentação e que não foram substituídos.

Mas perto das 17:00 foi comunicado aos manifestantes que que o ministro não os iria receber, uma vez que se encontra fora em visita oficial à Turquia, mas que seriam recebidos pelo secretário de Estado. O que veio a acontecer perto das 19:00, quando três elementos reuniram com o secretário-geral do MEC, com o objectivo de agendar uma reunião para outro dia, com o ministro ou com um dos secretários de Estado.

Pouco depois saíram sem qualquer data agendada. Miguel Reis anunciou que era com "tristeza e alguma indignação" que encarava a decisão da tutela de não marcar uma data. Aos jornalistas, o professor anunciou que novas acções serão marcadas. Para isso, os professores contam reunir no próximo dia 8, na sede do SPGL.

O grupo permaneceu no local até às 20:00, quando ao cair da noite, o Ministério enviou, de acordo com o Público, um comunicado onde afirma estar "aberto ao diálogo com os movimentos da sociedade civil", e onde sublinha que os pedidos de audiência têm de ser feitos através dos "canais próprios" e que não pode "ceder a pressões ilegítimas para realização imediata de reuniões".

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