FernandoSantos-BasileiaJamais me irei esquecer de Éder e quando algum dia me cruzar com ele irei cumprimentar o homem que conseguiu o milagre do golo que permitiu um inédito título europeu para Portugal , o meu país. Ainda assim, tenho consciência de que o golo frente à França foi fruto de um golpe de sorte, sem dúvida presente no futebol, o que não transforma o Éder em indispensável no "onze" de Portugal.

Esta terça-feira, no jogo entre a Suíça e Portugal, o seleccionador Fernando Santos quis dar um prémio a Éder, porventura querendo provar que a tese do "vai correr tudo bem" cabe no futebol, ao jeito de uma lei que na verdade não existe. Para colocar em campo Éder, o Nosso Seleccionador — não deixa de ser o Nosso Seleccionador por causa de um jogo mau —, deixou no banco João Mário e Quaresma, num jogo em que não podia contar com o Cristiano Ronaldo, abdicando assim dos seus elementos mais influentes na construção ofensiva.

Dir-se-á agora que é o primeiro jogo e que não será por este mau resultado que poderá ser colocada em causa a qualificação, e na verdade até será assim. Contudo, será bom recordar que desta vez, ao contrário do que aconteceu para o Europeu em que a qualificação era quase "obrigatória", para o Mundial do Putin apenas o primeiro classificado de cada grupo seguirá adiante pelo que a inversão deste resultado frente aos suíços é obrigatória.

Com um pouco de sorte, nesta terça-feira de Basileia, Portugal até teria garantido pelo menos o empate frente aos suíços, e estaríamos agora a falar de forma diferente, mas será suficiente acreditarmos na sorte? Ou será melhor trabalhar e reunir os melhores trunfos para dar uma efectiva ajuda à sorte?

Os erros, principalmente agora na caminhada para o Mundial do Putin, só podem ser cometidos uma vez e Portugal cometeu a sua quota parte neste jogo. Daqui para frente exige-se eficácia... e resultados!

JorgeReis

texto: Jorge Reis

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