Foi inaugurada com a presença do ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, a exposição de pintura “A vida em nós”, da autoria de Luís Vieira-Baptista, uma colecção de obras deste autor reunidas, com o patrocínio da Estoril Sol,  no Centro Cultural de Cascais, onde compareceram mais de duas centenas de pessoas para assistir a este evento cultural que conta igualmente com o apoio da Câmara Municipal de Cascais e da Fundação D. Luis I, inserindo-se na programação do Bairro dos Museus.

Numa introdução sobre mostra individual de pintura, cuja curadoria está a cargo de Conceição Vieira Coelho, patente no Centro Cultura de Cascais até 18 de Novembro com entrada livre, o autor, Luis Vieira-Baptista, evoca Eckhart Tolle: “O pensamento e a linguagem criam uma dualidade aparente, uma entidade separada, quando na realidade não é isso que se passa. Na verdade, nós não somos alguém que está consciente da árvore ou da ave que acabámos de ver, do pensamento, do sentimento ou da experiência. Somos a percepção ou a consciência onde, e através da qual, aquelas coisas surgem”.

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Luís Vieira-Baptista e Conceição Vieira Coelho, a curadora da exposição

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A exposição “A vida em nós” estará patente no Centro Cultura de Cascais até 18 de Novembro com entrada livre

Ministro da Cultura Luis Filipe Castro Mendes e Conceiáo Vieira Coelho

O ministro da Cultura, Luis Filipe Castro Mendes (ao centro) foi presença de destaque na inauguração desta exposição 

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Luís Vieira-Baptista, Conceição Vieira Coelho e o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes

“O mais importante de tudo, e que serve de mote a esta exposição — acrescenta o autor —, é constatarmos que a consciência pura é a Vida antes de ela se manifestar e, uma vez que nós somos essa consciência, a Vida olha para o mundo físico através dos "nossos" olhos. Então, quando nos reconhecemos como sendo a consciência, revemo-nos em todas as coisas”.

“Aquilo que ouso exprimir através dos trabalhos que agora vos apresento na Fundação D. Luís I é, sem tirar nem pôr, a interpretação possível, enquanto pintor, do que acima transcrevo. Não sou ilustrador de ideias, mas sim um fazedor de perguntas com recurso ao visionismo que as sincronias do acaso me proporcionam”, explica.

E prossegue: “As minhas telas não almejam responder a dúvidas, pois não é esse o propósito da Arte. Mas as perguntas surgidas pelas dúvidas, são o meu mote criativo. Será o espectador, se assim o entender, a dar as suas próprias respostas, na realidade as únicas que interessam, pois ao não virem de terceiros, permitem que as respostas surjam com recurso à sabedoria e não ao conhecimento”.

“Muito do que aqui apresento é um livro aberto do que me vai na alma, uma "exposição'" no seu sentido mais literal. Não fujo a comprometimentos e chego mesmo a acreditar, pois há sempre uma alta percentagem de optimismo e romantismo na minha obra, que haja pessoas a ler estas palavras, pois não sendo elas prioritárias neste contexto são, contudo, complementares para percebermos o 'making-of' das coisas...”

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Conceição Vieira Coelho tem a seu cargo a curadoria desta exposição patente no Centro Cultural de Cascais

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Luís Vieira-Baptista foi o anfitrião na inauguração da exposição “A vida em nós”, aqui acompanhado pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes e a sua esposa, bem como a curadora Conceição Vieira Coelho e o seu marido António Vieira Coelho, membro da Administração da Estoril Sol, entidade que patrocina este evento cultural

“Se é uma das pessoas que lê estes catálogos, fique a saber que procuro não desperdiçar os momentos que a vida me dá, ao permitir-me ser um observador do que me rodeia, pleno de consciência que o agora é irrepetível. Tem sido um privilégio partilhar a vida que me foi dada viver, com seres humanos tão especiais como aqueles com que tenho tido a sorte de conviver”.

E conclui Luís Vieira-Baptista: “Como qualquer artista, tenho muita dificuldade em eleger as minhas obras porque são todas, fruto da mesma entrega, embora reconheça que haja umas, mais próximo do que outras, da ideia original. Para resolver este problema, nada melhor do que contar com a ajuda da minha amiga Conceição Vieira Coelho, para a curadoria desta mostra, pois sem a sua sensibilidade e empenho, a coerência de "A vida em nós" não seria tão eloquente e significativa. Obrigado São!”.

Na inauguração desta mostra de pintura, e para além das obras de Luís Vieira-Baptista, foi igualmente apresentada a nova versão da peça musical Deneb, do compositor Pedro Teixeira da Silva, dirigida pelo maestro Nikolay Lalov.

©LusoCultura

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Entre os presentes nesta inauguração da exposição “A vida em nós”, nota para Ana Paula Almeida e Silvestre Fonseca

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Tempo para apresentação no Centro Cultural de Cascais de uma nova versão da peçaa musical DENEB, do compositor Pedro Teixeira da Silva

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