Vitorino entre dois pianos deu a ouvir o Amor!
Hoje é Sexta-Feira, 24 de Novembro de 2017

Vitorino entre dois pianos deu a ouvir o Amor!

O mítico Teatro da Trindade recebeu Vitorino Salomé que cantou e encantou com temas de amor, o Amor que é cego mas que vê!

IMGL0641-copyO Teatro da Trindade, incontornável sala de cultura na cidade de Lisboa a cargo da Fundação INATEL, recebeu no passado dia 13 de Outubro Vitorino Salomé, sem dúvida uma lenda viva do canto popular , ele que deliciou o público com um concerto muito intimista, familiar e peculiar, acompanhado pelo canal de Cultura do portal LusoNoticias. Inserido no programa “Há Música no Trindade”, este excelente registo musical permitido por Vitorino revelou-se desde logo diferente, até pela forma como o músico se apresentou em palco.

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Vitorino Salomé Vieira, ou apenas Vitorino como é conhecido pelo grande público este músico natural do Redondo, no Alentejo, onde nasceu em 1942, desde sempre conseguiu combinar na sua música o folclore do Alentejo e o estilo muito particular da sua voz. Oriundo de uma família de músicos, Vitorino é o terceiro de cinco irmãos, tendo entre estes outro nome bem conhecido da música portuguesa, Janita Salomé. 

Com uma longa carreira musical e discográfica, Vitorino regressou ao palco do Teatro da Trindade passados dez anos com mais um concerto bem diferente, marcado pela sua voz e dois pianos, com Filipe Cardoso e João Paulo Silva. Acabou por ser possível um excelente resultado final, culturalmente superior e emotivo, conseguido pela união de um trabalho a três e pela excelente qualidade dos músicos.

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Os pianistas deram inicio ao espectáculo, entrando Vitorino em palco com uma rosa vermelha que colocou numa mesa, lado a lado com uma garrafa de água e outra de vinho, num cenário no mínimo peculiar.

A música de Vitorino começou com "Eu que me comovo por tudo e por nada", um dos grande temas da música portuguesa, seguido de "O Tango do Marido Infiel" e o “Fado da Prostituta  da Rua de St. António da Glória”. Sempre dando conta da sua excelente voz, Vitorino emocionou muitos dos que o ouviram quando cantou o “Fado Triste” e  “Meu Querido Corto Maltese”.

Tema escrito por Vitorino para a fadista Carminho, “Fado Adeus” foi interpretado no paldo do Trindade pelo seu autor, num espectáculo que não esqueceu homenegens permitidas por outros temas que cantou como "Que o Amor Não Me Engana", de José Afonso, e ainda "De Alegre Se fez Triste", de Adriano Correia de Oliveira. Pelo meio, houve tempo para servir um pouco de vinho, num gesto a dar conta da marca intimista dada por Vitorino ao seu concerto.

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Após uma saída de palco, com Vitorino a querer enaltecer e dar protagonismo aos pianistas, foi possível acompanhar destes uma deliciosamente uma composição, sem dúvida brilhante, seguindo o concerto com nova homenagem, agora a Tomás Alcaide com o tema deste concerto "O Amor é cego e vê!"

Tony de Matos com "Vendaval", ainda uma canção em francês — "La Chanson des Vieux" — e a recordação de Carlos Gardel com "El dia que me quieras", integraram o alinhamento deste concerto de Vitorino que pontualmente lá foi comentando — "isto não está bom" —, provocando alguns sorrisos no público numa noite serena com música de muita qualidade. No todo, aliás, este foi claramente um concerto marcado pela qualidade, um espetáculo interessante, animado e muito característico, bem ao jeito afinal de Vitorino como apenas ele o conseguiria, a provar que há mesmo música no Trindade. Assim foi nesta sexta-feira 13.

texto: Glória Resende
fotos: Tito de Sousa

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