Dona Elvira revelaram o Moleiro em Sintra
Hoje é Quarta-Feira, 18 de Outubro de 2017

Dona Elvira revelaram o Moleiro em Sintra

O palco do pequeno auditório do Centro Cultural Olga Cadaval serviu de berço à apresentação do novo trabalho “Confissões de um Moleiro”

IMG0001A proposta para a noite do último sábado passava por conhecermos as “Confissões de um Moleiro” na música dos Dona Elvira, banda de Sintra que regressou ao Centro Cultural Olga Cadaval para uma noite de festa, um concerto em que demos conta da evolução de uma banda agora com muita estrada e vários palcos ao longo de uma primeira longa tournée que deu traquejo e melhorou a qualidade deste grupo ainda com enorme margem de progressão. Sintra continua a ser musa de Paulo Lawson, António Oliveira, Francisco Durão, Sérgio Martins e Tiago Caldeira, os elementos que se jutam em redor da música e de poemas muito próprios, compostos em cima da inspiração de um “moleiro” ímpar e único, como revelou Paulo Lawson, “o maior poeta da música portuguesa: Luís Vaz de Camões!”

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Pela segunda vez no pequeno auditório do Centro Cultural Olga Cadaval, os Dona Elvira fizram do espectáculo prometido uma verdadeira festa, deixando evidente o espírito que os anima, o de novo festejado “espírito Dona Elvira”, capaz de colocar em festa aqueles que acompanharam mais este concerto.

Os muitos quilómetros e os diversos palcos acumulados na apresentação do primeiro trabalho da banda — “Histórias e Segredos” — permitiram aos Dona Elvira a conquista de tranquilidade e capacidade de interacção com o público, que vêem agora como um parceiro para a festa que a sua música permite. A qualidade desta também melhorou, e as letras, elaboradas com requinte e bom gosto, podendo não ser de fácil integração nas mediáticas playlists radiofónicas, conseguem ainda assim ser facilmente apreendidas pelo público que rapidamente as consegue cantarolar interagindo com a banda em palco.

Aquela forma descontraída de estar em palco permitiu de forma fácil aos Dona Elvira levar a que o público participasse na festa, fazendo barulho, dançando, e respondendo ao convite deixado pela voz do grupo, Paulo Lawson, que desde o início deixou um desafio: “façam o que vos apetecer”.

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Para quem não os conhece, os Dona Elvira é uma banda formada por cinco músicos, com experiências musicais distintas, desde o rock melódico, ao rock mais alternativo, passando pelo punk, o hard rock e o folk. Com esta base, Paulo Lawson (vocalista), António Oliveira (baterista), Francisco Durão (teclados), Sérgio Martins (baixo) e Tiago Caldeira (guitarras) passaram dos covers para um novo caminho, com a composição de temas originais para uma nova identidade sob o nome Dona Elvira, banda que faz questão de cantar em português e fazer rock português, cantando sentimentos comuns e aventuras vividas que remetem para memórias e segredos, sobre pessoas e para pessoas despertando sorrisos.

“Histórias e Segredos”, o primeiro trabalho da banda, permitiu o reconhecimento do público aos músicos e ao projeto, motivando os Dona Elvira a não parar. Prova do sucesso da banda foi a presença no Olga Cadaval do seu grupo de fãs, formado através das capacidades hoje permitidas pelas redes sociais, e que tão activamente participaram na festa deste sábado. As redes sociais, aliás, espelham a opinião do público e a banda, nomeadamente através da sua página no facebook, comunica com os seus fãs. Aliás, a apresentação de alguns dos novos temas antes da edição do álbum prende-se com a oportunidade de sentir como os fãs recebem as novas músicas, permitindo tempo de algumas ligeiras alterações que se revelam necessárias.

Acabou assim por ser em cima desta “estratégia” que foi preparada esta nova passagem pelo palco do Centro Cultural Olga Cadaval, para um concerto que permitiu uma noite de festa para miúdos e graúdos, num auditório preenchido por pessoas das mais variadas idades que nem por isso deixaram todas elas de celebra em festa a música dos Dona Elvira.

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Em termos de temas, o concerto teve inicio com “Pura Ilusão”, seguindo-se “Recomeçar”, e uma canção sobre Sintra, “Noite das Almas”, num alinhamento que permitiu ainda a apresentação de novos temas como “Confissão”, “Se Eu Disse”, “Ninguém Sabe”, “Moleiro” e “Compromisso”, temas que irão integrar o próximo álbum da banda. No obrigatório “encore”, exigido pelos fãs da banda — alguns viajaram mesmo desde o Porto até Sintra para acompanhar este espectáculo —, fizeram parte os temas “Devoção” e o obrigatório “Mondadeira”.

Depois da digressão de 2016 em que apresentaram o primeiro álbum “Histórias e Segredos”, que tinha como personagens centrais Elvira e a Mondadeira, eis que aí está o Moleiro com algumas histórias inesperadas. Com ele e as suas confissões puderam assim passar pelo palco do Olga Cadaval alguns temas do primeiro álbum mas também novos temas do próximo álbum, a ser lançado por altura do Natal a cargo da Farol Música, com um encadeamento de personagens e uma sonoridade com mais emoções, volume, e o rock sempre na língua portuguesa repleta de tradição, aquela que é, afinal, a essência dos Dona Elvira. Na antevisão desse mesmo trabalho, ficou esta noite ímpar em que esta banda de Sintra cumpriu o que havia prometido: “Muita diversão em 105 minutos de espírito Dona Elvira”.

No final, o público não perdoou a um prolongamento da noite para um contacto mais directo com os Dona Elvira que, depois de transformar o público presente naquele auditório num grande grupo de amigos, não poderia deixar de conviver com os seus novos amigos que não quiseram perder a oportunidade de recolher o tradicional autógrafo ou a contemporânea selfie. Para trás tinha fica um com concerto bonita, a boa música e uma noite de festa que permitiu a vontade de felicitar os directos responsáveis pela mesma: Parabéns aos Dona Elvira!

reportagem: Ana Cristina Augusto e Jorge Reis (fotos)

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