Música e ideologia marcaram Festa do Avante
Hoje é Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2017

Música e ideologia marcaram Festa do Avante

Ao longo de três dias a Quinta da Atalaia, no Seixal, voltou a ser palco de uma festa que é também evento político e manifestação cultural

170902-Avante00Festa, convívio, artesanato proveniente um pouco de todo o lado, mas também ideologia e luta política transmitida nas frases "espalhadas" pelo enorme espaço da Quinta da Atalaia, no Seixal , distrito de Setúbal, marcaram a realidade durante três dias em mais uma edição da Festa do Avante, uma organização do Partido Comunista Português (PCP) que uma vez mais procurou (e conseguiu) ser dirigida ao povo português e aberta a todos, independentemente das suas ideias políticas ou das proveniências sociais.

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É claro que aqueles que nada têm a ver com os ideais comunistas, correm o risco de se sentirem a mais num espaço em que as mensagens políticas são uma constante, seja nas muitas frases escritas em muitos murais ou simples cartazes, seja no som que, a título de exemplo, durante o comício em que o secretário geral do PCP, Jerónio de Sousa, discursa para os muito milhares de camaradas presentes, as suas palavras ouvem-se literalmente em todo o espaço do Avante, inclusivamente nas casas de banho ou nas filas para as caixas Multibanco colocadas no recinto.

Por falar em Jerónimo de Sousa, o dirigente máximo dos comunistas falou a partir do palco central no dia de abertura, sexta-feira, onde abordou temas como as questões laborais a propósito dos horários na Autoeuropa, olhou já no sábado para a posição das agências financeiras sobre a economia de Portugal, e voltou a dirigir-se aos muitos milhares de pessoas que no domingo voltaram a encher a Quinta da Atalaia agora para culpar o imperialismo norte-americano e a administração de Donald Trump relativamente ao que disse ser uma “criminosa escalada de confrontação” que pode levar a humanidade à catástrofe. Para Jerónimo de Sousa, é urgente fortalecer a paz e abolir as armas nucleares.

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À margem dos discursos políticos, a festa acabou por ser uma constante ao longo dos três dias na Quinta da Atalaia, onde um vasto programa cultural e diversas atividades de lazer permitiram três dias de animação e qualidade cultural. Nomes como os de António Zambujo, Rui Veloso, Gisela João, Paulo de Carvalho ou os Mão Morta passaram pelos palcos de um recinto em que a música chegou das mais variadas origens e com mensagens bem distintas.

Desde o cante alentejano a sons de áfrica ou da américa latina, foi possívei ouvir de tudo um pouco neste evento que uma vez mais voltou a ter a música como umas das suas componentes principais espalhada pelos mais de uma dezena de palcos em todo o recinto.

Para além da música, também o teatro e o desporto marcaram presença na programação do Avente, com mais de dezena e meia de espectáculos no “Avanteatro”, e três dezenas de modalidades desportivas a conhecerem momentos próprios como aconteceu relativamente à escalada, à malha e aos matraquilhos, mas também à corrida e à caminhada do Avante que ocuparam o tempo na manhã do derradeiro dia da festa.

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A complementar este programa, houve ainda tempo e espaço para os mais pequenos começarem a cultivar o gosto por este evento onde puderam desfrutar de insufláveis, pinturas de cara, yoga, jogos de água, bem como espectáculos de música e teatro especialmente dedicados aos mais pequenos.

Última nota para a gastronomia que na quinta da Atalaia permitiu sempre sabores e aromas ao jeito do que se come de norte a sul do país, sendo possível apostar nas sempre omnipresentes febras e bifanas, nos pastéis ou nas pataniscas de bacalhau, mas também na espetada madeirense ou no choco frito de Setúbal, numa oferta em que foi possível encontrar também pizzas, hamburgueres ou comida chinesa, entre tantas outras propostas.

No fim da festa, já bem depois do sol se por sobre a bonita baía do Seixal, com a cidade de Lisboa em pano de fundo, os muitos milhares que encheram o recinto depois de adquirirem as "EPs" a 23 euros para os três dias puderam deixar o Seixal de regresso às suas terras, por certo disponíveis para regressar a uma festa que é muito mais do que uma manifestação política ainda que dê conta da força que o PCP ainda mantém. E quanto ao Avante... para o ano haverá mais!

J.R.

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